Internacional

Forte terremoto assusta o México

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Cidade do México - Um terremoto de 7,4 graus de magnitude, segundo Serviço Geológico dos EUA, atingiu ontem o México, levando pânico à Capital, que ficou momentaneamente sem serviços de luz. Ao menos 5

casas foram danificadas no Estado de Guerrero (sul), próximo ao epicentro (veja quadro). 

 

Não havia registro sobre mortos ou prejuízos maiores de infraestrutura até esta noite, de acordo com o presidente mexicano, Felipe Calderón, e o prefeito da Cidade do México, Marcelo Ebrard. Eles transmitiram informações por suas contas no Twitter. 

 

Na Cidade do México, de mais de 2

milhões de habitantes, milhares deixaram edifícios de empresas, escolas e repartições públicas. 

 

Em Azcapotzalco (noroeste da Capital), uma passarela de pedestres caiu sobre um micro-ônibus. Não houve feridos. A brasileira Dulce de Mattos Alvarez, 67 anos, estava em seu escritório na Universidade Autônoma Metropolitana, onde leciona, quando sentiu o tremor. “Saí da sala e agarrei a mão da primeira pessoa que vi, nem sabia quem era. Tenho muito medo de terremoto, jamais me acostumei com eles. Fiquei assustadíssima”, diz.

 

Há 38 anos radicada no país, a professora brasileira diz que é difícil não se lembrar da tragédia de 1985, quando um terremoto de 8 graus de magnitude matou ao menos 1

mil. “Daquela vez não sobrou quase nada.”

 

A ordenada operação para deixar o edifício da universidade e a menor intensidade das réplicas que seguiram o tremor principal tranquilizariam Alvarez. “Meu marido nos trouxe para casa dirigindo. Felizmente, o mexicano já tem uma cultura de terremoto”, contou.

 

 

 

Tontura

 

Num outro ponto da Capital, a jornalista Renata Castanha Avediani, paulistana que está há cinco meses no México, pensou que desabaria no chão da sua cozinha, no 29.º andar de um edifício no bairro de Santa Fé. “Senti uma tontura muito forte. Segurei na bancada da cozinha para tentar não cair”, contou ela.

 

Quando olhou para os três lustres que balançavam e ouviu o estalar dos janelões de vidro se deu conta de que era um tremor. “Senti o primeiro tremor em dezembro, mas esse foi mais forte. Para nós, brasileiros, é uma sensação muito nova. Ainda estou tremendo um pouco.”

 

Da janela, a jornalista viu a operação para a retirada dos funcionários de uma empresa. “Fiquei com medo de descer de elevador e ficar presa por conta de uma réplica. Resolvi ficar.” 

 

 

 

Memória

 

Em 19 de setembro de 1985, um terremoto de magnitude 8 com epicentro no Pacífico atingiu fortemente a Cidade do México, a 35

km de distância no dia seguinte, haveria outro tremor, de 7,5 na escala Richter. 

 

Os abalos de 1985 destruíram centenas de prédios e deixaram pelo menos 1

mil mortos. Ainda assim, o país se recuperou a tempo de sediar a Copa de 1986.       

 

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