Tribuna do Leitor

Ilustríssima sra. Isolina


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Sou assinante do JC e assídua leitora desta coluna e não posso deixar de expressar minha opinião a respeito do que a srª. escreveu em 20/3/12. Conforme relatou, houve pesquisa entre alunos. Mas e entre os professores? Não deveria ser imparcial essa pesquisa? Sou mãe de 4 filhos, trabalhava 8 horas todos os dias, a semana toda, como qualquer outro trabalhador deste país. Meus filhos, todos alunos da escola pública até o ensino médio, a mais velha até o mestrado, pois foi aluna da Unesp. Não tinha condições financeiras de assinar o JC, revistas, livros, então, ao preço que são, como comprá-los? Internet nem pensar, aliás, não havia, visto que minha filha mais velha tem hoje 37 anos e a caçula 33. Havia tarefas de casa? Sim, muitas. Pesquisas? Também, onde eram feitas? Na biblioteca da escola, na biblioteca municipal. Em Bauru temos também bibliotecas ramais além da central (informação para quem a desconhece), e, além do mais, para quem é a tarefa? Para o aluno ou para os pais? Criei meus filhos assim, preste atenção nas aulas, tire dúvidas com seus professores e façam suas tarefas. Não creio que com menos tarefas o ensino será melhor, não creio que os pais "ajudando" os alunos eles aprenderão mais, mas creio sim que nossas crianças e jovens têm que assumir suas responsabilidades, seus deveres.

Conheço excelentes mestres que são filhos de humildes lavradores, alguns até analfabetos, e seus filhos se graduaram com louvor. Os meus, srª., nunca ficaram de recuperação, nunca reprovaram, duas são graduadas e dois fizeram profissionalizante. Em tempo, aonde a srª. fazia suas pesquisas escolares?


Dilma Duarte

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