Botucatu – Artista plástico de Botucatu (1
quilômetros de Bauru), que já esculpiu dezenas de esculturas de personagens do folclore nacional, pretende reunir todos esses trabalhos e viajar pelo Brasil divulgando o projeto “Museu Itinerante do Folclore Brasileiro”. Em meio a grandes nomes da cultura popular – como saci, curupira, mula-sem-cabeça, caipora, iara, velho do saco e negrinho do pastoreio – a grande vedete da exposição é o temido chupa-cabra.
A escultura, que tem aproximadamente 1,5 metro de altura, foi construída em resina e, de acordo com seu criador, Pedro César Almeida Santos, é um resgate físico do animal que tornou-se internacionalmente conhecido, há cerca de 15 anos, por supostos ataques a animais (leia mais abaixo).
“Ele foi feito com base no depoimento do povo de Porto Rico, num retrato-falado e num pouco de imaginação também”, conta. Quando questionado se acreditava na lenda do chupa-cabra, o artista declarou: “Quando centenas de pessoas falam a mesma coisa, quem sou eu para falar que é mentira?”.
Santos explica que todos os personagens se movimentam para que se aproximem ao máximo da realidade. “O velho do saco vem com um saco todo rasgado nas costas e um boneco do tamanho de uma criança dentro dele, com choro também, para aquelas crianças que não gostam de obedecer os pais e ficam direto na rua. A gente quer mostrar que existem pessoas perigosas que podem acabar levando eles embora”.
O artista plástico pretende reunir esses personagens do folclore brasileiro em uma carreta itinerante, que conta com várias caixas-cenário dispostas numa área de 125 metros quadrados. O veículo – que tem 15 metros de comprimento – custou R$ 42
mil e foi adaptado para funcionar também como palco para as exposições.
Segundo ele, as viagens vão ocorrer de quinta-feira a domingo, com contação de histórias e distribuição de livretos sobre o tema. A previsão é de que as atividades comecem ainda neste ano. “A carreta irá percorrer as cidades brasileiras com o intuito de resgatar nosso folclore e dar credibilidade a ele para poder ajudar na educação de nossas crianças”, revela.
“Nós vamos estar contando a história, falando do personagem, e também apresentando historinhas e contos que caem na credibilidade da criança para que ela escute aquilo e pegue como exemplo para a vida dela”.
Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho do artista plástico ou entrar em contato com ele para ajudar a colocar o projeto “Museu Itinerante do Folclore Brasileiro” em prática pode acessar o site http://escultorpedrocesar.com.br
Chupa-cabra
O chupa-cabra é uma criatura supostamente responsável por ataques sistemáticos a animais rurais em regiões da América, como Porto Rico, Flórida, Nicarágua, Chile, México, Brasil e Coito, segundo pesquisa na Wikipédia.
O nome da criatura deve-se à descoberta de várias cabras mortas em Porto Rico, com marcas de dentadas no pescoço e o sangue alegadamente drenado. Embora o assunto tenha sido explorado na mídia brasileira, os rumores sobre a existência do misterioso ser foram gradualmente desaparecendo, cessando antes da virada do milênio.
O primeiro ataque relatado ocorreu em março de 1995, em Porto Rico, quando oito cabras foram encontradas mortas, cada uma com três perfurações no tórax e totalmente esvaídas de sangue. Em 1975, mortes similares na pequena cidade de Corrente (Piauí) foram atribuídas a El Vampiro de Moca (O Vampíro de Moca).
Inicialmente, suspeitou-se que as mortes estariam relacionadas a cultos satânicos; posteriormente mais mortes foram registrados na ilha, reportadas por muitos fazendeiros. Cada animal teve seu sangue drenado por uma série de incisões circulares. Normalmente, atacam as cabras nas cidades mais pequenas, quando as fêmeas tem o cio.
Logo após os primeiros registros dos incidentes em Porto Rico, várias mortes de animais foram relatadas em países como a República Dominicana, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Panamá, Peru, Brasil, Estados Unidos e México.