Belém - O número de assassinatos de homossexuais no Brasil atingiu o ápice em 2
11, chegando a 266, segundo o Grupo Gay da Bahia (GGB), que acompanha os casos desde a década de 197
.
Houve crescimento pelo sexto ano consecutivo e, de acordo com a entidade, 2
12 deve registrar novo recorde. Isso porque, nos três primeiros meses deste ano, já houve 1
6 assassinatos.
Os dados divulgados pelo GGB se baseiam em notícias sobre os crimes veiculadas em jornais e na internet.
Para o antropólogo Luiz Mott, fundador da entidade, o número real de mortes deve ser maior. Mott criticou o governo federal por não criar um banco de dados específico sobre crimes contra gays. “Esse banco de dados estava previsto desde o Plano Nacional de Direitos Humanos 2, de 2
2. Nem Lula nem Dilma cumpriram essa obrigação”, disse.
De acordo com o relatório, a maior parte dos assassinatos foi contra gays (6
%), seguido de travestis (37%) e lésbicas (3%).
“A maior visibilidade dos homossexuais - estimulados pelas paradas gays e pela presença de personagens gays e travestis em novelas- provoca maior agressividade dos homófobos”, disse Mott.
Os Estados com mais mortes foram Bahia (28), Pernambuco (25) e São Paulo (24).
Para o GGB, 99% desses homicídios têm relação com homofobia. Segundo o antropólogo, há também uma “homofobia cultural, que expulsa as travestis para a margem da sociedade, onde a violência é mais endêmica” e uma “homofobia institucional, quando o governo não garante a segurança dos espaços frequentados pela comunidade LGBT”.
Em 2
1
, 26
homossexuais foram mortos. As estatísticas começaram a subir a partir de 2
6, quando foram registrados 112 assassinatos.