Nacional

Assassinatos de gays batem recorde em 2011

Folhapress
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Houve crescimento pelo sexto ano consecutivo e, de acordo com a entidade, 2

12 deve registrar novo recorde. Isso porque, nos três primeiros meses deste ano, já houve 1

6 assassinatos.

 

Os dados divulgados pelo GGB se baseiam em notícias sobre os crimes veiculadas em jornais e na internet.

 

Para o antropólogo Luiz Mott, fundador da entidade, o número real de mortes deve ser maior. Mott criticou o governo federal por não criar um banco de dados específico sobre crimes contra gays. “Esse banco de dados estava previsto desde o Plano Nacional de Direitos Humanos 2, de 2

2. Nem Lula nem Dilma cumpriram essa obrigação”, disse.

 

De acordo com o relatório, a maior parte dos assassinatos foi contra gays (6

%), seguido de travestis (37%) e lésbicas (3%).

 

“A maior visibilidade dos homossexuais - estimulados pelas paradas gays e pela presença de personagens gays e travestis em novelas- provoca maior agressividade dos homófobos”, disse Mott.

 

Os Estados com mais mortes foram Bahia (28), Pernambuco (25) e São Paulo (24).

 

Para o GGB, 99% desses homicídios têm relação com homofobia. Segundo o antropólogo, há também uma “homofobia cultural, que expulsa as travestis para a margem da sociedade, onde a violência é mais endêmica” e uma “homofobia institucional, quando o governo não garante a segurança dos espaços frequentados pela comunidade LGBT”.

 

Em 2

1

, 26

homossexuais foram mortos. As estatísticas começaram a subir a partir de 2

6, quando foram registrados 112 assassinatos.

 

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