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Homem é exemplo de superação do Parkinson

Murillo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

A doença de Parkinson é uma desordem neurológica que compromete de forma progressiva os movimentos da pessoa. Descrita pela primeira vez 1817, atualmente existem tratamento que amenizam seus efeitos, mas a cura ainda não foi descoberta.

 

Apesar disso, quem pensa que o portador está “condenado” a uma vida reclusa e limitada está enganado. O professor aposentado Fábio Grossi, 58 anos, é um exemplo de quem buscou força e motivação para superar a doença. “Como o Parkinson é degenerativo, precisamos sempre reaprender a fazer movimentos que já sabíamos. Com estímulo constante, outras áreas do cérebro vão aprendendo a refazer coisas que tinham se perdido”, ensina.

 

É com esse espírito positivo e sempre com um sorriso no rosto que Fábio se juntou ao Grupo Amigos do Parkinson (GAP), onde ensina outras pessoas com a doença a pintar sobre tela, usando “técnicas fáceis”.

 

“É fundamental que as pessoas sempre tentem superar seus limites. Melhorar suas habilidades a cada dia é um dever de todos e uma obrigação para um parkinsoniano”, defende Fábio. “Tomamos um verdadeiro ‘coquetel’ de remédios para controlar a doença. Então, se você não fizer algo de útil com esse controle, todo o tratamento será um desperdício”, completa.

 

O professor aposentado aponta também outras ‘fórmulas’ para combater a doença: “alegria e prazer de viver”. No seu caso, aliás, a pintura já se tornou parte fundamental da terapia. “É uma atividade tão boa que parece que acontece ‘algo mágico’... Minhas mãos param completamente de tremer”, ressalta.

 

Além das pinturas, que em fevereiro renderam uma exposição na Casa do Médico, atualmente o ex-professor do curso de Desenho Industrial da Unesp tem se dedicado a criar miniaturas. “É uma operação muito delicada porque exige bastante precisão. Tempos atrás estava fazendo uma bicicleta de dois centímetros, a mão deu uma tremida e a miniatura caiu e quebrou em três pedaços”, conta aos risos.

 

Outro detalhe interessante ressaltado por Fábio é que a maior parte da matéria prima utilizada nas miniaturas vem de materiais recicláveis, como latinhas de refrigerantes, palitos de sorvetes e fios elétricos, por exemplo.

 

“Tenho vários objetos e alguns cenários prontos na minha casa. Espero que em abril consiga fazer uma exposição para mostrá-los”, finaliza.

 

 

Em Bauru, GAP oferece apoio

 

O Grupo Amigos do Parkinson (GAP) surgiu em 2

6, como sucessor Núcleo Bauru Parkinson,  e realiza encontros mensais para informar, esclarecer e orientar parkinsonianos e suas famílias, além da promover atividades que estimulem seu convívio social.

 

“Com atividades de socialização e oficinas terapêuticas, por exemplo, é possível melhorar muito a qualidade de vida de quem for diagnosticado com Parkinson”, explica Valéria Queiroz Quirino, fisioterapeuta e voluntária do GAP. “O grupo auxilia os portadores a vencer as limitações decorrentes da doença”, completa.

 

Para o ex-professor Fábio Grossi, os espaços ocupados pelas atividades do GAP são muito valiosos para quem é portador da doença. “Tem artesanato, pintura, patchwork, psicologia, enfim, o GAP tem espaços que são fundamentais para nós”, enfatiza. 

 

 

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