Assim que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ipiranga for inaugurada, o Pronto-Socorro Central passará por ampla reforma. A informação é do secretário municipal de Saúde, Fernando Monti. A expectativa dele é de que a obra seja viabilizada a partir do mês de junho, para quando está prevista a entrega da nova unidade, a terceira das quatro previstas.
A necessidade e a vontade de reformar o PSC são antigas. No entanto, com o atraso das obras das UPAs, principalmente a do Ipiranga, a proposta foi protelada. A Saúde aguarda ainda a conclusão do projeto que está nas mãos da Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan). “Já temos o projeto arquitetônico pronto, mas ainda dependemos de outras questões, que eu espero que sejam resolvidas ao longo do próximo mês”, afirmou Monti.
A conclusão do projeto executivo da obra é necessária para a estipulação dos custos sobre ela, mas o secretário estima que a reforma do PS saia por cerca de R$ 1,5 milhão. Fernando garante, porém, que o PSC não fechará as portas ao longo dos seis meses pelos quais devem se estender as intervenções no prédio. “Vamos isolando os setores conforme for necessário, mas os atendimentos serão mantidos, obviamente, de forma parcial”, explicou.
Com muito tempo de atraso, as obras da UPA do Ipiranga devem ficar prontas entre o final de maio e o começo de junho. Inicialmente, porém, teriam sido entregues no ano passado, mas a empresa vencedora da licitação para construir a unidade, a RCL Obras e Serviços Ltda, desistiu do serviço. Os trabalhos foram retomados apenas no início desse ano pela segunda colocada na concorrência pública, a Walp Construções. As duas UPAs já em funcionamento estão no Mary Dota e no Bela Vista. Já a do Geisel/Rendentor tem inauguração prevista para julho.
Segundo Monti, as duas novas unidades da rede de urgência já em funcionamento reduziram de 800 para cerca de 300 atendimentos diários no PSC. A descentralização dos serviços é que vai permitir a reforma do PSC, que será preparada para suportar as novas diretrizes propostas pela rede de urgência e emergência.
Menos quantidade, mais complexidade
O secretário de Saúde, Fernando Monti, explica que, com o funcionamento das quatro UPAs em Bauru, a tendência é de que o PSC reduza a quantidade de atendimentos e foque os casos de urgência e emergência mais pesados e qualificados. “A população dos bairros será atendida nas regiões das UPAs. Quem morar na região Central, poderá passar pelo PSC, mas não será nossa principal atuação”, afirmou.
Para dar conta à proposta de Monti, a reforma do PSC vai levar para a unidade alguns serviços que costumavam ser supridos pelo Hospital de Base (HB). A reforma vai levar ao PSC uma sala de gesso, um equipamento fixo de raio-X, um tomógrafo, além de um pequeno centro cirúrgico para intervenções que não demandem internações. “São equipamentos que já deveriam existir no PSC”, admite o titular da Saúde.
Instalações
As condições das instalações físicas do PSC também são alvo de antigas reclamações dos munícipes. Fernando Monti garante que uma atenção especial será dada a esse fator na reforma do PSC. Uma das intervenções será a unificação das salas de espera do PSC e do Pronto Atendimento Infantil (PAI). “Os atendimentos serão em espaços separados, mas não tem porque a recepção continuar do jeito que está. Vamos juntar e garantir mais conforto e um melhor acolhimento”, garantiu Fernando Monti.