Geral

Mãe desesperada pede ajuda para filho doente

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Um drama que aos poucos vai ganhando novos contornos está sendo vivido pela cuidadora Fátima Ribeiro, moradora de Bauru. Seu filho de 38 anos está acamado e não tem quem cuide dele. Se ela parar de trabalhar para cuidar do filho, os dois não sobrevivem, porque o emprego é o seu único ganho.

Com lágrimas rolando pelo rosto, Fátima diz que sua história daria um denso enredo de novela, daquelas em que a audiência bateria recordes. “Eu tenho dois filhos, um deles mora no litoral. Vivo em Bauru com o Marcelo, que está ficando cego por conta da diabetes. Já perdeu a visão de um dos olhos. Ele é dependente químico e portador de HIV.”

Conforme relato da mãe, ele foi usuário de drogas e, por conta disso, levou Fátima à situação atual. “Estou morando na casa da minha patroa, porque da casa que eu tinha, o Marcelo vendeu tudo para comprar drogas. Ele usou todo tipo de drogas. Um dia cheguei em casa e, quando fui tomar banho, não tinha nem o chuveiro.”

Segundo ela, o uso de drogas está momentaneamente superado, porque seu filho não tem dinheiro e nem bens para serem vendidos. “Ele está ficando cego e acamado. De tempos em tempos é internado no (hospital) Manoel de Abreu. Já esteve na Sapab (Sociedade de Apoio à Pessoa com Aids de Bauru). Ele costuma arrumar confusão onde fica. Só que agora está na cama e não tem como aprontar. Exige cuidados 24 horas, e eu não tenho como ajudá-lo mais.”

As irmãs da cuidadora auxiliam nos cuidados com o sobrinho. “Elas ajudam, mas todos têm que trabalhar. Uma delas leva comida para ele, mas a cada dia está mais difícil cuidar do meu menino”, lamenta.

Preocupada com a situação, Fátima diz que já recorreu a inúmeras instituições. “Ele está acamado e isso é um problema para as entidades. Estou tentando um auxílio-doença no INSS, mas está difícil. Eu também não sou aposentada e não posso parar de trabalhar.”

Depois de ficar quatro vezes na Sapab, segundo a mãe, Marcelo não tinha mais para onde ir. “Eu aluguei um quarto em um cortiço, paguei o mês adiantado e a dona já pediu o quarto de volta. Ainda há muito preconceito. Ela alegou que se os demais locatários souberem em que ele tem aids, perde todos os inquilinos.”

Sem opção de escolha, a mãe pede ajuda da população no sentido de encontrar um local onde o filho possa ficar e ser cuidado. “Tenho que tirar o Marcelo do cortiço”, suplica.

Quem puder ajudar, pode entrar em contato com Fátima Ribeiro pelo telefone (14) 3243-2614.

Comentários

Comentários