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Câncer, no topo da lista de mortes

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Todos os anos, mais de 12,7 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer e 7,6 milhões morrem vítimas da doença. A informação é da Organização Mundial da Saúde (OMS). A expectativa é de que, em 2030, o número de novos casos da doença salte para 26 milhões e ela passe a ser a principal causa de morte no mundo. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), mais de um milhão de pessoas serão diagnosticadas com a doença nos próximos dois anos.

Em Bauru, a assessoria de imprensa do Hospital Estadual informou que somente no ano passado foram atendidos 990 novos casos da doença. O câncer de pele apresenta a maior incidência nas mulheres, seguido pelo câncer de mama e intestino. Já nos homens, o câncer de próstata é o mais comum, seguido pelo câncer de pele e estômago. O hospital realiza, por mês, cerca de 1.500 sessões de quimioterapia.

Com o envelhecimento da população, o câncer deve ultrapassar as doenças cardiovasculares e ocupar o primeiro posto das causas de morte. Segundo o médico oncologista Paulo Eduardo Souza, de Bauru, o câncer pode ocorrer em todas as idades, mas é predominante na população mais velha.


Vida longa


“Quanto mais se vive, maior o índice da doença ser constatada. Por isso, é importante escolher bem os alimentos, praticar exercícios físicos e não beber. Além de prevenir a doença, qualidade de vida é fundamental.”

Os prognósticos são alarmantes. Porém com o avanço da medicina, que garante melhor qualidade de vida e até a cura de pacientes com câncer, é possível apresentar uma resposta favorável aos dois grandes temores enfrentados por quem é acometido pela doença: o medo da morte e o receio com os efeitos colaterais provocados pela quimioterapia.

Em relação a esses medos, Souza explica que, cada vez mais, o câncer se torna uma doença que pode ser curada e os tratamentos têm se mostrado menos agressivos.  

“O diagnóstico da doença não é um atestado de morte. Há um aumento progressivo dos índices de cura do câncer. Os tratamentos não são mais tão agressivos como eram no passado, e com desenvolvimento de novas drogas, que atingem somente o tecido afetado, os efeitos colaterais no paciente são cada vez menores”, ressalta o médico.

Várias datas

4 de fevereiro - Dia Mundial da Luta Contra o Câncer

8 de abril - Dia Mundial de Combate ao Câncer

23 de novembro - Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil

27 de novembro - Dia Nacional de Combate ao Câncer

 

Aumento da incidência da doença no público jovem é desafio para os médicos oncologistas

Os jovens têm chamado cada vez mais a atenção dos médicos pelo aumento da incidência da doença. A causa está relacionada a efeitos ambientais como a má alimentação, a falta de atividades físicas e o cigarro.

É o caso da estudante A.G.C., 14 anos, moradora do bairro Júlio Nóbrega. Ela foi diagnosticada com um tumor maligno no pescoço em outubro do ano passado. O tratamento, com quimioterapia, começou em dezembro.

“Quando o médico me contou que eu estava com câncer eu não acreditei, pensava que o que eu tinha na garganta não era isso. Eu tomo os medicamentos diariamente e vitamina três vezes ao dia. Chorar não vai adiantar nada”, ensina.

Os cuidados com a estudante incluem, além dos remédios, uma dieta com suplementos alimentares misturados com leite para evitar a ingestão de alimentos sólidos. A mãe dela explica que o tratamento mexeu no orçamento da família.

“A gente não tem gastos com os remédios, mas precisamos do leite e dos suplementos alimentares. Ela precisa tomar a vitamina várias vezes ao dia.” Desde quando a doença foi diagnosticada, a estudante recebe tratamento do Hospital Estadual de Bauru.

Como prevenir

Não fume. O cigarro é responsável por 30% das mortes por câncer.

Mantenha uma dieta equilibrada rica em frutas e verduras e reduza a presença de proteína animal no cardápio.

Procure ficar no seu peso ideal, evitando sobrepeso ou obesidade.

Quadros infecciosos, causados por vírus ou bactérias, estão relacionados com 17% de todos os cânceres

É fundamental adotar comportamento de sexo seguro e vacinar as adolescentes contra o HPV, antes do início da vida sexual.

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