JC Criança

Mais colorido, mais saudável


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A maioria das pessoas, dependendo da idade, não é lá muito fã de legumes e verduras. Mas como diz o ditado, "a gente come com os olhos!", o que significa que poucos resistem a saborear um alimento que tenha uma aprência legal.
Uma pesquisa realizada em parceria entre a Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, e a Universidade Metropolitana de Londres, na Inglaterra, descobriu que mais cores, variedade e até uma disposição divertida dos alimentos incentivam as crianças a se alimentarem melhor. Essa seria a solução para tornar pratos saudáveis atrativos. "Eles não são apenas adultos pequenos e, por isso, precisamos respeitar suas preferências", esclarece Kevin Kniffin, antropólogo e um dos autores do trabalho. A
Veja ao lado alguns alimentos que deixam o prato colorido e rico em nutrientes:

Pratos ricos em nutrientes

Macarrão
Fonte de carboidratos

Cenoura
Protege o sistema nervoso

Ervilha
Ajuda a conservar os tecidos do corpo

Arroz
Fonte rica de energia

Beterraba
Fornece antioxidantes

Alface
Livra o organismo de radicais livres


Comer bem é de lei

Todo mundo sabe da importância de comer bem: traz benefícios para a saúde, ajuda a nos manter ativos para realizar as tarefas do dia a dia e melhora até o humor. Uma alimentação saudável é aquela que reúne todas as substâncias químicas de que o corpo precisa para funcionar corretamente. Requer muita diversidade de ingredientes em todas as refeições, com equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Na escola, um espaço ocupado por crianças e jovens, isso se torna ainda mais relevante. Porém todo mundo sabe que a oferta de alimentos saudáveis nas cantinas e lanchonetes que funcionam dentro das escolas costuma ficar bem abaixo do desejável. Por questões de praticidade, custo e armazenamento, é mais fácil encontrar produtos industrializados, que têm prazo de validade maior - mas causam mais danos à saúde que os alimentos in natura.
O domínio dos salgadinhos, doces e chocolates, porém, já é questão de saúde pública. Há dois anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou uma compilação de diversos estudos sobre o tema, que mostra que o aumento do número de crianças com excesso de peso varia de 10,8% a incríveis 33,8% conforme a cidade ou região. Diversos outros problemas, como diabetes, hipertensão arterial, alterações ortopédicas e elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos, têm se tornado frequentes entre a garotada.

Vilões da alimentação

Pobres em nutrientes e ricos em gordura, sódio e açúcar, os produtos industrializados já foram banidos em alguns estados e municípios que têm leis sobre as cantinas escolares:

Salgadinhos e frituras: O principal problema dos salgadinhos de pacote são os altos índices de sódio, que podem provocar a elevação da pressão arterial. Já as frituras têm muita gordura, que colabora para o ganho de peso.

Refrigerantes e sucos artificiais: Bebidas com alto teor de açúcar são pobres em fibras e micronutrientes. Contêm aditivos (como os corantes) e sódio. São considerados grandes vilões do sobrepeso e de novas cáries.

Maionese, ketchup e mostarda: Além de muito calóricos, têm altos teores de gordura total e de gordura saturada, açúcar, sódio e aditivos químicos. Por não conter fibras nem micronutrientes (vitaminas e minerais), podem causar a elevação da pressão arterial.

Biscoitos recheados: Como quase todos os alimentos desse grupo, têm muitas calorias, açúcar e gorduras - e poucas fibras e micronutrientes. A indústria vem tentando reduzir a taxa de gordura trans, um fator de risco para doenças do coração.


Balas, pirulitos e chicletes: São alimentos com pouco ou nenhum valor nutricional e elevado teor de açúcar. Por isso, provocam ganho de peso e cáries. O excesso de açúcar eleva os níveis de colesterol e pode provocar problemas cardíacos.

Chocolate: São alimentos com grande concentração de gordura, ácidos graxos saturados e sódio. Seu consumo excessivo pode causar problemas de saúde, como colesterol alto, excesso de peso e doenças cardiovasculares.

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