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Facebook compra Instagram por R$ 1 bi

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Quase uma semana após ter lançado uma versão para Android e ser acusado de “orkutização”, o aplicativo Instagram foi comprado pelo Facebook.

 

“Eu estou animado em dividir com você que nós concordamos em adquirir o Instagram e seu talentoso time vai se juntar ao Facebook”, anunciou ontem o diretor-executivo Mark Zuckerberg, em seu perfil na rede social.

 

O Instagram é um aplicativo de filtros para fotos, fundado em 2

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pelo brasileiro Mike Krieger e o americano Kevin Systrom. Também possibilita compartilhar fotos em um perfil, formando uma rede social com cerca de 3

milhões de usuários. O Facebook tem mais de 85

milhões e pretende chegar a 1 bilhão de usuários neste ano.

 

O valor do negócio foi de US$ 1 bilhão em dinheiro e participação no Facebook que fará seu IPO (oferta pública de ações, em inglês) em maio, na Nasdaq.

 

Podendo levantar até US$ 5 bilhões, essa é a oferta pública é a mais aguardada desde o IPO do Google, em 2

4. O Facebook pode ir a US$ 1

bilhões em valor de mercado.

 

Segundo analistas ouvidos pela reportagem, o Instagram deve reforçar a atuação da rede de Zuckerberg em smartphones e tablets - até então uma das áreas de menos apelo da companhia. O Facebook ressaltou nos documentos para abertura de capital que teria de aproveitar melhor o potencial do segmento móvel.

 

 

 

Mobilidade

 

“O aplicativo móvel do Instagram é muito mais fácil de usar e rápido do que o da rede social”, diz Marcelo Silva, analista da Frost & Sullivan.

 

Essa é a maior aquisição do Facebook, que já havia comprado outras startups como FriendFeed, Hot Potato e Gowalla - todos tiveram seus serviços interrompidos.

 

Zuckerberg, porém, promete manter o Instagram. “Nós planejamos manter ferramentas como postar em outras redes sociais, não compartilhar seus Instagrams no Facebook se você quiser e seguir pessoas e separadamente dos seus amigos do FB.”

 

Kevin Systrom, cofundador e diretor-executivo do Instagram, afirma que o aplicativo “não vai desaparecer”.

 

Além disso, a união com o Instagram também se justifica porque a maioria dos “facebookers” a utiliza para postar, ver e comentar fotos.

 

“É uma das principais interações feitas na rede social de Zuckerberg”, diz Robert Enderle, da consultoria Enderle, na Califórnia.

 

É difícil de medir o peso da aquisição no valor do Facebook. “A aquisição deve elevar o valor do Face. A questão é saber quanto”, diz Laura DiDio, da consultoria Itic.

 

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