Tribuna do Leitor

Lei pelé - confederações


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A opinião pública nunca este tão favorável ao MMA (Mixed Martial Arts ou Artes Marciais Mistas) no Brasil e é neste momento de ebulição que surge uma das maiores polêmicas dos últimos tempos. Enquanto nos Estados Unidos cada Comissão Atlética tem gerência baseada no governo local, nosso país ainda nem engatinhava nessa direção. Agora o número de entidades para organizar o esporte por aqui já enche uma mão. Se escorando na Lei Pelé, ex-lutadores, promotores e pessoas que nunca tiveram relação com a modalidade criaram diversas confederações nacionais de MMA, e a história está apenas no começo.

O zr. Elisio Macambira lançou a Confederação Brasileira de MMA em março deste ano, em cerimônia que contou com a participação do ministro dos Esportes, Aldo Rebelo. A polêmica envolvendo sua instituição, no entanto, é em relação ao nome. O ex-lutador Amaury Bitetti diz ter registrado a Confederação Brasileira de MMA em Diário Oficial no ano de 2009, enquanto Macambira levou o mesmo nome a cartório dois anos mais tarde. Podem criar confederações a Lei Pelé permite isso, tem várias pessoas e confederações como o mesmo ideal, mas a ideia é dividir poderes e deixar todo mundo numa coisa só. Todos unidos pelo bem do esporte.
Muitos

"organizadores" desses eventos tem se aproveitado dessa crescente popularidade mundial para realizar eventos de caráter no mínimo duvidoso, esclarecendo melhor conseguem altos patrocínios de empresas cujo proprietários leigos no assunto acreditam estar associando sua marca a um grande evento e consequentemente apoio ao esporte.

Tais organizadores na maioria das vezes mesmo sob contrato não pagam a bolsa aos lutadores que recorrem à Justiça e tais eventos nem sempre atingem o público esperado. Recentemente houve um lutador que ficou tetraplégico numa luta de um evento praticamente sem regras e que não era afiliado a nenhuma confederação.

O entendimento entre as confederações em prol de uma única confederação seria útil para todos no esporte, pois evitaria qualquer pessoa fazer eventos sem credibilidade nenhuma, sem regras, sem ambulância não preservando a integridade física do atleta, sem pagamento de bolsa ao atleta, sem valores superfaturados perante os patrocinadores, dessa forma o esporte cresceria de maneira saudável e organizada protegendo ainda mais os interesses do atleta com eventos sob a supervisão da Confederação.

Caso contrário, atletas saem prejudicados financeiramente ou e fisicamente e empresários não correm o risco de estar associando a marca de sua empresa à eventos sem credibilidade nenhuma, os atletas de MMA são pessoas que tentam sobreviver da luta e ou do sonho de se tornar um competidor internacional ou até campeão. Ficaremos com a expectativa que tais confederações apoiadas pela Lei Pelé se reunam em uma só em prol ao crescimento e ao bem do esporte.

Ivan Tobias

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