Tribuna do Leitor

Aborto de anencéfalos


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Eugenia é a seleção de pessoas segundo suas características. Francis Galton (1822-1911) definiu eugenia como o estudo dos agentes sob o controle social, que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações, seja física ou mentalmente. Em outras palavras, melhoramento genético. Esta era uma prática muito utilizada pelos espartanos para selecionar crianças para serem futuros guerreiros ou progenitoras de bons guerreiros. Aquelas consideradas incapazes eram jogadas de um penhasco para morrer. Nesta quinta-feira o STF estará voltando aos tempos da Grécia antiga. Os ministros votarão a lei que regulamenta o aborto para crianças anencéfalas. Eles estão considerando, nesta lei, todas as crianças com deformidades cerebrais alegando que o feto já nascerá morto, ou ainda que não terá autonomia para viver. Pois eu convivi por 10 anos com uma criança que nasceu com deformidades cerebrais.

Ela era extremamente inteligente e esperta. Falava, com apenas 10 anos, 3 idiomas - já tinha domínio do inglês, aprendia espanhol e já estava começando com o japonês. Ela nasceu sob dúvidas da medicina, que alegava, inclusive, que ela poderia não viver nem até 1 ano de vida. Pois ela comemorou o primeiro, o segundo, o terceiro e até o décimo aniversário.

Infelizmente, ela faleceu, mas durante seus dez anos de vida viveu feliz e ensinando a todos que a cercavam que dificuldades não são barreiras e que podem ser superadas desde que tenhamos força de vontade e também nos ensinou que a ciência erra. Espero que cristãos, espíritas, muçulmanos e quem mais tem amor no coração levantem a bandeira contra esse infanticídio disfarçado que está sendo promovido pelo nosso governo.

Vitor William Favinha

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