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Plano de saúde é obrigado a pagar reprodução assistida

Folhapress
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São Paulo - Em decisão inédita no Estado, a Justiça determinou que o plano de saúde Unimed Paulistana pague todo tratamento de reprodução assistida a uma mulher que tem translocação cromossômica, uma anomalia genética que pode resultar em fetos malformados e abortos espontâneos.

 

Na liminar, a juíza Juliana Crespo Dias, do Juizado Especial Cível, diz que o tratamento não está no rol de coberturas obrigatórias da da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mas que ela reconhece a “urgência” do procedimento.

 

A mulher, que prefere não ser identificada, tem 41 anos e tenta engravidar há 12 anos. Nesse período, já sofreu cinco abortos. O processo de fertilização in vitro já foi iniciado e prevê o diagnóstico genético pré-implantacional (PGD). 

 

Esse exame é feito após o tratamento de reprodução assistida. Nas clínicas privadas de reprodução, o tratamento (com as medicações) custa entre R$ 15 mil e R$ 3

mil. A operadora deve recorrer da decisão.

 

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