Washington - Os 15 países membros do Conselho de Segurança da ONU aprovaram por unanimidade ontem, em Nova York, um projeto de resolução para autorizar o envio de observadores responsáveis por supervisionar o cessar-fogo na Síria.
A Rússia também votou a favor da medida, informou o embaixador russo nas Nações Unidas. “Estamos satisfeitos com o último projeto de resolução”, disse o embaixador Vitaly Churkin aos jornalistas, antes da votação na sede da ONU.
O plano do emissário internacional Kofi Annan para a Síria prevê, além do fim da violência, o direito de manifestação pacífica e um diálogo entre a oposição e o governo.
As negociações no Conselho examinaram “uma versão revisada” do projeto de resolução apresentado pelos Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e Alemanha, que competia com outro apresentado pela Rússia, um aliado de Damasco.
Violência
As forças sírias mataram seis civis no país e bombardearam durante uma hora ontem dois bairros da cidade de Homs (centro), no terceiro dia do cessar-fogo, informou a ONG OSDH.
De acordo com o OSDH, os bombardeios nos bairros de Jurat al-Shaya e Al-Qarabis não provocaram vítimas.
Durante os meses anteriores à trégua, Homs, a terceira maior cidade do país, foi violentamente bombardeada, principalmente o bairro de Baba Amr, um reduto dos insurgentes que foi recuperado pelo Exército em 1 de março, após um mês de ataques incessantes.
Apesar do cessar-fogo, nos últimos dois dias morreram 18 pessoas, em sua maioria civis, mas o número é inferior à média diária dos últimos meses, que era de dezenas de mortos a cada dia.
O incidente mais grave desde a trégua aconteceu quando as forças de segurança mataram quatro civis que acompanhavam um funeral em Aleppo (norte), segunda ciudad del país.
Dezenas de milhares de sírios protestaram ontem em todo o país para testar o compromisso do regime de Bashar al-Assad de respeitar o plano de paz do emissário internacional Kofi Annan.
O Exército abriu fogo contra os manifestantes e matou cinco pessoas no país.