Política

Prefeito e Câmara ampliam distorção salarial

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 1 min

Como já era esperado, o ano eleitoral e a benevolência fizeram com que os vereadores de Bauru aprovassem a criação de “gratificação” de R$ 1

,

para acalmar a insatisfação de funcionários do Departamento de Água e Esgoto (DAE) e não enfrentassem a distorção que o projeto do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) recria, em detrimento a regras de carreira e plano de salários. 

 

Como pano de fundo, a tribuna da Câmara ainda virou palco de críticas para o problema crônico de desabastecimento e o uso político do DAE, sobretudo com o loteamento político da autarquia junto ao PR de Fernando Monti. 

 

A criação da vantagem pessoal gera mais uma distorção dentro da já distorcida grade funcional de penduricalhos do DAE. Além disso, a proposta recria o oferecimento de vantagens para apenas algumas carreiras em detrimento dos demais servidores, como já aconteceu com o abono de  R$ 2

,

aos professores e o de R$ 5

,

aos funcionários da Educação.

 

José Roberto Segalla (DEM) disse que o projeto era um verdadeiro ‘cala a boca’ nos funcionários. O vereador pontuou que os funcionários do DAE não merecem apenas esse valor, pois não foram eles que causaram os problemas da autarquia, os quais ele atribuiu ao ‘balaio de gato’ da aliança política do prefeito, tão abrangente, que “mistura gato, cachorro e jacaré”.  

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