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Senado e Câmara reúnem assinaturas e CPI pode ser aberta

Folhapress
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Brasília - Depois do Senado, foi a vez da Câmara conseguir, ontem, reunir as assinaturas necessárias para instalar a CPI do caso Cachoeira.

 

A CPI será mista, com presença de deputados e senadores e vai investigar a relação do empresário de jogos ilegais Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos, servidores públicos e empresários. Até agora, 272 deputados assinaram o requerimento. O mínimo de apoio para a instalação da CPI é de 171 assinaturas. 

 

No Senado, o documento conta com o apoio de 28 parlamantares - o mínimo é 27. Na Câmara, foram 78 apoios do PT; 46 do PMDB; 5

do PSDB; 16 do PR; 25 do PSB; 11 do PC do B; 27 do DEM; 16 do bloco PV/PPS e 3 do PSOL.

 

Todas as assinaturas devem ser reunidas para que o documento seja protocolado oficialmente na secretaria-geral da Mesa do Congresso.

 

Depois disso, as assinaturas são conferidas. O requerimento precisa ser lido em sessão a ser presidida pela vice-presidente do Congresso, deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), já que o presidente José Sarney (PMDB-AP), pediu licença do cargo (leia mais nesta página).

 

Mais cedo, a deputada disse que seguirá o regimento. “Não fugirei de nenhum dos meus deveres. Se a Casa optou por fazê-lo, evidentemente que tem que ser feito”, afirmou.

 

Entre as relações que devem ser investigadas pela CPI está a ligação de Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM). Interceptações telefônicas feitas com autorização judicial indicam que o parlamentar atuava no Congresso em favor do empresário.

 

Outras gravações revelaram o envolvimento de servidores públicos do Incra e de funcionários dos governos estaduais de Goiás e do Distrito Federal. A expectativa é que a CPI saia do papel amanhã.

 

 

Acesso a gravações da Monte Carlo

 

Brasília - Senadores que integram o Conselho de Ética reuniram-se hoje com o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

 

Lewandowski é o relator do inquérito que apura as suspeitas de envolvimento do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o empresário do ramo de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

 

No encontro, ocorrido na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que é presidido por Lewandowski, os senadores pediram ao ministro que garanta a eles acesso às gravações de conversas que foram feitas durante a operação Monte Carlo. Um pedido semelhante foi rejeitado recentemente pelo ministro sob a alegação de que o material tem informações sigilosas.

 

 

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