Cairo - Autoridades egípcias rejeitaram ontem recursos apresentados por dez candidatos presidenciais impedidos de disputarem o histórico pleito deste ano. A decisão, que sacode o cenário político egípcio a poucas semanas do início do processo eleitoral, atingiu o ex-chefe de inteligência do deposto presidente Hosni Mubarak, um líder do grupo Irmandade Muçulmana e um pregador islâmico.
Desde a revolução que derrubou Mubarak, em 2
11, o Egito vive uma turbulenta transição para a democracia, pontuada por espasmos de violência e por atrozes rivalidades entre grupos islâmicos antes proscritos, políticos laicos reformistas e remanescentes do regime anterior.
Entre os candidatos barrados estão Omar Suleiman, que além de chefe de inteligência chegou a ser nomeado vice-presidente às vésperas da deposição de Mubarak; Khairat al Shater, da Irmandade Muçulmana, grupo político mais bem organizado do país; e Hazem Salah Abu Islamil, um popular pregador da rígida doutrina salafista.