Nacional

Valor de parcela de casa recém-entregue descontenta moradores

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Promissão – A alegria pela conquista de uma casa própria transformou-se em dor de cabeça para alguns moradores de Promissão (12

quilômetros de Bauru) contemplados no último sábado, dia 14, com imóveis do Residencial Ipê. Em um dos casos, o valor da parcela do financiamento, que não deveria ultrapassar R$ 1

,

, chegou a R$ 514,

. Pelo menos 17 famílias estariam enfrentando a mesma situação. A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) confirma o problema e informa que os valores estão sendo revistos.

 

O residencial, que fica ao lado do jardim Bela Vista, possui 16

moradias e foi construído por meio de uma parceria entre a Prefeitura, a Secretaria de Estado da Habitação e a CDHU. Destinadas a famílias com menor poder aquisitivo, as casas têm aquecedor solar, banheiro e cozinha azulejados, três dormitórios, sala e muro divisório entre as unidades, além de contar com redes de água e esgoto, pavimentação, calçamento e iluminação pública. 

 

As inscrições das famílias interessadas ocorreram em março de 2

8. Já o sorteio dos imóveis foi realizado em abril do mesmo ano. Uma das sorteadas, Fabiana Ferrante da Silva Alves, conta que se assustou quando recebeu o boleto com o valor da primeira parcela do financiamento habitacional. Segundo ela, apesar da sua renda familiar não ultrapassar três salários mínimos, a prestação mensal, que deveria ser de cerca de R$ 93,

, atingiu o montante de R$ 514,

.

 

“Por que deu um valor tão alto assim? O valor total da casa vai ser de mais de R$ 15

mil, sendo que foi dito pelo prefeito (Geraldo Chaves Barbosa, do PV) que seria de até R$ 7

mil. Não concordo em pagar tanto assim. Pelo preço que vou pagar ao todo, e também mensal, dá para financiar uma (casa) pela própria Caixa, já com muro e portão”, diz.

 

Em nota enviada pela assessoria de imprensa, a prefeitura de Promissão informou que as regras do financiamento foram estipuladas pela CDHU e que os contemplados devem pagar prestação que equivale a 15% da renda familiar mensal. “No caso do Residencial Ipê, consta que 86% das famílias recebem até três salários mínimos e irão pagar em torno de R$ 93,

de prestação mensal”, declara.

 

 

 

Alteração na renda

 

A CDHU explicou que, na apresentação dos documentos comprobatórios para elaboração do contrato de financiamento, a renda da família da mutuária estava acima da faixa de três salários mínimos. “Na faixa de renda de três a cinco salários, o comprometimento para composição das prestações varia de 15% a 2

%. Conforme o rendimento comprovado do casal, o valor da prestação é, então, de R$ 425,97”.

 

Ainda segundo a Companhia, quando ela foi assinar o contrato, apresentou novas comprovações salariais, com uma renda mensal inferior a três salários mínimos, faixa na qual o comprometimento é de 15%. “Neste caso, a CDHU está revisando os valores de acordo com os novos documentos apresentados. A família terá o valor da prestação reduzido e o contrato de financiamento será reemitido nos novos termos”, afirma.

 

A CDHU orienta as famílias que julgarem que o valor da prestação não condiz com sua renda a entrar em contato com o órgão para nova conferência de valores. “Além disso, se houver queda de rendimentos durante o prazo do financiamento, as famílias podem apresentar documentos para análise da CDHU e, mediante registro em cartório, obter novos valores e prazos de financiamento”, informa.

 

De acordo com a prefeitura de Promissão, eventuais dúvidas dos mutuários também podem ser esclarecidas pelo diretor de Habitação da cidade, Paulo Sérgio Sponton Manhani, no Banco do Povo, que fica na rua Gentil Moreira, 114, Centro.

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