Brasília - De todas as moedas cunhadas no Brasil desde 1994 (início do Plano Real), 27%, ou R$ 5
8,3 milhões, estão fora de circulação, perdidas em gavetas e fundos de armários ou esquecidas em cofrinhos, diz o Banco Central.
Caso o País optasse por repor esses 5,134 bilhões de moedas, o custo seria de R$ 1,1 bilhão, já que a produção da maioria delas custa mais que o valor de face. “Guardar dinheiro em cofrinho é importantíssimo para a educação financeira, mas os pais devem levar os filhos para depositar esse dinheiro no banco, para que o poder de compra seja preservado”, diz Altamir Lopes, diretor de Administração do BC
Ao ano, essa “taxa de entesouramento”, como o BC define o percentual de moedas fora da economia, é de 5% em média, número comparável ao de países como EUA e México.
Uma das moedas do México, que leva prata em sua composição, é uma das mais “entesouradas” do mundo, aponta Lopes: 19% de todas que são produzidas no país saem de circulação por ano.
O levantamento mostrou também que 3
% das cédulas de real de menor valor (de R$ 2,
e R$ 5,
) deveriam ser tiradas de circulação, por desgaste ou por estarem desenhadas ou mesmo rasgadas.