A recém-nascida que foi encontrada na noite da última quinta-feira dentro de uma sacola de papelão, no Jardim Bela Vista, deixou a Maternidade Santa Isabel na tarde de ontem. Conforme o Jornal da Cidade publicou, a menina já havia recebido alta no último final de semana, mas continuava internada.
No entanto, por questões de segurança, não foi divulgado se ela foi encaminhada para uma “Família Acolhedora” - programa que atende recém-nascidos, crianças, adolescentes ou grupos de irmãos em situação de risco pessoal e social - ou para um abrigo da cidade.
“Existem trâmites em andamento, como o fim das investigações para determinar quem é a mãe desta criança, antes que ela esteja apta para adoção” explica o juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer. “Como ela foi encontrada com roupas de uma maternidade, eu acredito que a polícia vai conseguir identificar essa genitora”, completa.
Ainda segundo Maintinguer, caso a mãe seja localizada, será usado o critério de prioridade para definir o futuro do bebê. “Primeiro é considerada a família biológica, depois a família extensa - que são parentes que tenham relação de afinidade ou afetividade com a criança - e, por fim, pode ser considerada uma família substituta que já esteja previamente cadastrada”, detalha o juiz.
Relembre o caso
Por volta das 22h da última quinta-feira, Jurandir Pereira dos Santos, 47 anos, proprietário de uma gráfica no bairro Bela Vista, encontrou a recém-nascida abandonada dentro de uma sacola de papelão ao lado de sua loja. “A sensação é de que a mãe queria se livrar da criança”, desabafou à reportagem do JC.
O bebê, uma menina com aproximadamente 3 dias de vida, na ocasião, ainda vestia roupas de uma maternidade e um macacão vermelho de plush quando foi encontrado por Jurandir. O caso foi encaminhado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Bauru.