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Collor diz que será ?guardião? da CPI do Cachoeira

Folhapress
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Brasília - Com ataques à imprensa, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) disse ontem que vai trabalhar como uma espécie de “guardião” da CPI do Cachoeira para evitar o vazamento de informações sigilosas da comissão. Em discurso na tribuna do Senado, Collor disse que vai impedir que certos “meios” se prestem a “agir com simples dutos condutores de notícias falsas ou manipuladamente distorcidas”.

 

Ex-presidente da República - renunciou ao cargo antes de sofrer um impeachment no Congresso -, Collor disse que parte da mídia usa de métodos “desonestos e repulsivos pra escamotear a realidade dos fatos e burlar a lei”.

 

“Voltarei meus olhos às pressões licenciosas que tentarem exercer sobre aqueles que façam parte do corpo decisório ou que, de alguma forma, detenham poder e instrumentos de informação, inclusive sobre os servidores da Casa. Buscarei, ainda, com a cooperação dos meus pares, para que a agenda desta CPMI não seja pautada pelos meios e alguns de seus rabiscadores.”

 

Collor disse que a prática “daninha” do vazamento de informações não pode ser admitida num país com livre acesso de informações e no governo que preza pela transparência. 

 

O senador disse que aceitou ser indicado à CPI para executar o papel fiscalizador do Legislativo.

 

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