Geral

Forró ?esquenta? festa do trabalhador

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 4 min

O Vitória Régia recebeu ontem, Dia do Trabalho, a maior concentração de público da festa de 1º de maio iniciada em Bauru na última sexta-feira na praça Rui Barbosa com atrações artísticas e atos políticos. Ontem, o público flutuante no Vitória Régia foi de 6 mil pessoas, segundo informou a Polícia Militar. Pelo menos 3.500 pessoas acompanharam o show do grupo Falamansa fechando a festa do 1º de Maio em Bauru. 

 

O público tomou conta das alamedas, gramados e arquibancada do anfiteatro durante o dia e a noite. Os pais aproveitaram para levar os filhos para brincar no sol, que no início da tarde esquentou o frio da manhã de feriado. 

 

No final da tarde e começo da noite, quem foi chegando veio muito bem agasalhado para enfrentar o frio de frente ao palco montado para as apresentações musicais.

 

Francisco Wagner Monteiro, diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), subsede Bauru, comentou que muitos atos foram promovidos, como o lançamento do plebiscito nacional para o fim do imposto sindical e outras bandeiras da entidade. Ele comenta que o 1º de Maio da CUT em Bauru se consolidou em sua quarta edição, este ano com o slogan “Diversidade no Brasil e no Mundo - Brasil Bauru”. Ele recorda que no ano passado a chuva atrapalhou a comemoração, porém este ano deu tudo como planejado. Foram oito apresentações artísticas na praça Rui Barbosa, desde a sexta-feira. Ontem, o palco montado no Vitória Régia recebeu moda de viola pela manhã, pagode e rock à tarde, em mais três apresentações musicais. 

 

Antes do aguardado show do Falamansa, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) fez um rápido discurso, seguido por representantes de entidades sindicais ligadas à CUT, que aproveitaram a plateia para frisar a necessidade de luta dos trabalhadores para garantir seus direitos. Marcaram presença os secretários municipais Elson Reis (Cultura) e Eliseu Areco (Obras) e o vereador petista Roque Ferreira, que também discursou. 

 

 

 

Sai frio

 

O Dia do Trabalho também foi o dia do comerciante faturar. Os traileres de lanches, churrasquinho, bebidas, churros e outros doces tiveram trabalho para atender o público que queria afastar o frio. A cerveja dividiu a preferência com as bebidas destiladas, como vinho.

 

O vendedor de algodão doce Osmar França começou o expediente de ontem às 13h30 percorrendo o parque. Restando minutos para começar o show do grupo Falamansa, ele praticamente havia alcançado sua meta de vendas. França comenta que, uma festa como a do Dia do Trabalho, aumenta seu faturamento mensal em pelo menos 50%. O pacote de algodão doce ontem custava R$ 3,00. “Forró é muito bom”, dispara o vendedor ambulante.

 

 

 

Forró é bom para dançar, diz casal de namorados

 

As pessoas e, principalmente, os casais já ensaiavam os primeiros passos agarradinhos mesmo antes do grupo Falamansa subir ao palco, após o roqueiro bauruense André Turco finalizar as apresentações da tarde. O frio colaborava e mesmo quem não foi para dançar ficou juntinho do par para esquentar o frio. A criançada corria muito à vontade no  gramado.

 

O casal de namorados Joice Giovana e Reinaldo Pompeu comemoravam o dia de folga juntos. Os jovens comentaram que é excepcional a oportunidade de assistir a um show de qualidade e sem ter que desembolsar um tostão.  “Dançamos mais ou menos”, comentaram.

 

Joice e Reinaldo chegaram às 19h para o show marcado para as 19h30 e que só começou após 21h.

 

 

 

Tranquilo

 

O público foi chegando para o show do Falamansa e o trânsito na rua José Ferreira Marques, se complicando nas imediações do Vitória Régia, por volta das 21h.Durante o dia, o comandante da Base Comunitária de Segurança Sul, o 1º tenente PM Lucas de Freitas, comentou que não houve acidentes de trânsito e tampouco outras ocorrências no parque. “O público (do Falamansa) é outro”, avalia.  

 

 

 

Falamansa fez show interativo

 

O grupo Falamansa abriu seu show com a música Xote da Alegria que já mexeu com o grande público que enfrentou o frio se movimentando, muito no gramado de frente ao palco. O vocalista do grupo Falamansa Tato Cruz usou as pausas para interagir com o público diversas vezes. Mexeu com uma espectadora que vestia camisa regata enquanto que todo o público estava agasalhado.

 

Com Qui Nem Jiló, o grupo de forró iniciou uma série de homenagens ao ‘rei do baião’ Luiz Gonzaga (1912-1989) já nas primeiras músicas da apresentação. O público respondeu imediatamente dançando e cantando. O Falamansa lançou um CD em homenagem a Luiz Gonzaga ‘As Sanfonas do Rei - Tributo aos 100 anos de Luiz Gonzaga’. Durante a apresentação, outros sucessos que marcaram a carreira de Luiz Gonzaga foram executados. 

 

 

 

“Vexame”

 

Como forró é para dançar, o Falamansa promove o momento em que pessoas do público se expõem, denominado “Hora do Vexame”. Tato Cruz comandou a brincadeira durante a música Quebra-Cabeças. O público, mesmo aquele distante do palco, entrou na diversão interativa que não deixou ninguém parado.

Comentários

Comentários