A pergunta pode parecer estranha ou até mesmo engraçada, mas não pra quem mora na Rua Corinthians, no bairro Chácaras Cardoso, periferia de Bauru. Há meses essa rua, em sua primeira quadra, quase esquina com a rua Francisco Pires Correa, está com duas lâmpadas queimadas e uma que só acende quando quer, deixando a quadra toda na maior escuridão, gerando muita insegurança, já que é grande a quantidade de terrenos baldios neste trecho da rua.
Já realizamos inúmeras reclamações tanto pelo site da companhia quanto pelo 0800 e até mesmo no site da Aneel. A resposta é sempre a mesma: o serviço será realizado em 48 horas. Pois bem, senhores, já se passaram 48 horas, já se passaram quatrocentas e oitenta horas e está quase chegando nas quatro mil e oitocentas horas.
Quanto tempo mais teremos que esperar, se é que vai ser realizado o reparo? Pra piorar, pelo serviço de atendimento ao consumidor (telefone 0800) não conseguimos nenhuma explicação; se existe alguém naquela rua com conta atrasada, se a localidade não é atendida pela CPFL ou se a caminhonete da empresa não anda em rua de terra. A cada reclamação, mesmo passando o protocolo anterior, o atendente informa um novo protocolo e explica que em até 48 horas o reparo será realizado. A única explicação que pode me passar pela cabeça é o motivo do título dessa carta: a CPFL é palmeirense, santista ou são-paulina e por isso quer que o Corínthians (mesmo que seja a rua) permaneça na mais plena escuridão.
Se for este o caso, faço aqui um último apelo; na rua Corinthians moram também são-paulinos, santistas e até um noroestino roxo e eu, apesar de corinthiano, estou com todas as contas e impostos pagos. Por favor, CPFL, vocês sabem que ser corinthiano é ser um eterno sofredor, mas deixar a gente sofrer no escuro já é crueldade.
José Luiz de Oliveira Prata