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Netanyahu forma coalizão em Israel e cancela eleição antecipada

Reuters
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Jerusalem - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, suspendeu, na madrugada de ontem, os planos para convocar eleições antecipadas e formou um novo governo de coalizão, numa medida surpreendente que aumenta sua capacidade de confrontar as ambições nucleares do Irã.

 

O acordo, fechado num reunião secreta, leva o partido centrista Kadima, que liderava a oposição, a formar uma coalizão com o Likud, de Netanyahu e de direita, criando uma ampla maioria de 94 parlamentares, uma das maiores na história de Israel.

 

“Um amplo governo de unidade nacional é bom para a segurança, bom para a economia e bom para o povo de Israel”, disse Netanyahu, segundo comunicado do gabinete do primeiro-ministro.

 

O ministro do Meio Ambiente Gilad Erdan disse que o acordo vai possibilitar que o governo conquiste apoio para uma possível ação militar contra os programa nuclear iraniano, que Israel considera uma ameaça.

 

“Uma eleição não iria parar o programa nuclear do Irã. Quando uma decisão for tomada de atacar ou não, é melhor ter um front político amplo, que una o público”, disse ele à rádio Israel.

 

O recém-eleito líder do Kadima, Shaul Mofaz, será nomeado vice-premiê do novo governo, disseram autoridades, acrescentando que o acordo será formalmente ratificado ainda ontem e apresentado ao Parlamento.

 

Ex-vice-premiê num governo liderado pelo Kadima em 2008, Mofaz foi uma das primeiras autoridades políticas de Israel a reconhecer publicamente a possibilidade de um ataque ao Irã.

 

Também ex-ministro da defesa, Mofaz, que é nascido no Irã, passou a ser mais reticente sobre o assunto enquanto esteve na oposição, dizendo que Israel não deveria se antecipar às potências mundiais, que tentam convencer o Irã a abandonar seu programa nuclear através de negociações.

 

 

 

Suporte a mercados

 

A estabilidade política e a diminuição das preocupações com um ataque ao Irã devem dar suporte aos mercados de Israel depois que o país formou um novo governo de unidade ontem, mas as reformas orçamental e regulatória podem ser uma preocupação.

 

“Há um leve sentimento positivo”, disse Zach Herzog, diretor de vendas internacionais da corretora Psagot, em Tel Aviv, observando, no entanto, que pode haver alguns gastos extras à frente.

 

“Em geral, nós estamos obtendo estabilidade política adicional, mas talvez ela virá ao custo de algumas forças antimercado”, acrescentou Herzog.

 

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