Goiânia - Aparecido Souza Alves, 23 anos, o homem que confessou o assassinato brutal de setes pessoas numa fazenda no interior de Goiás, morreu ontem na queda de um helicóptero.
Também estavam no voo cinco delegados e dois peritos. Segundo a Polícia Civil, não há sobreviventes.
O helicóptero da Polícia Civil, que era usado na investigação da chacina em Doverlândia, caiu à tarde a 30 km da cidade de Piranhas, em um local de difícil acesso, quando retornava a Goiânia.
A equipe da polícia tinha ido a Doverlândia fazer a reconstituição do crime.
Segundo a Secretaria da Segurança embarcaram no voo os delegados Antônio Gonçalves Pereira dos Santos, superintendente de Polícia Judiciária; Vinícius Batista da Silva, titular de Iporá e responsável pelo inquérito da chacina; Jorge Moreira da Silva; Bruno Rosa Carneiro; e Osvalmir Carrasco Melati, que pilotava a aerovane.
Também estavam no voo os peritos Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva
A pasta informou ter enviado ontem para o local equipes de policiais, bombeiros militares e peritos para avaliar as causas da queda do modelo Agusta-Koala.
A FAB também enviou dois peritos, que devem chegar ao local na manhã de hoje. O helicóptero havia passado por uma revisão anteontem.
Crime
Alves confessou ter degolado o dono da fazenda e outras seis pessoas. Mais três pessoas estão presas sob suspeita de participar do crime: Alcides Batista Barros, apontado por Alves como mandante, Celio Juno Costa da Silva, sobrinho do fazendeiro assassinado, e um homem que não teve o nome revelado pela polícia.
As vítimas foram mortas em 28 de abril em Doverlândia, a 403 km de Goiânia. Todos os corpos tinham cortes no pescoço que chegavam quase à coluna. No dia 30, a polícia prendeu Alves em flagrante.