Rio - Analistas de bancos que acompanham a Petrobras acreditam na possibilidade de um reajuste de pelo menos 10 por cento nos preços da gasolina e do diesel nos próximos meses.
O ambiente é favorável para reajuste neste segundo trimestre porque a inflação já dá sinais de arrefecimento e há uma sazonalidade de queda nos preços dos alimentos de maio a julho, argumentam os especialistas.
E depois disso a proximidade do calendário eleitoral, com eleições em outubro, poderá complicar politicamente o aumento dos combustíveis, na visão do mercado.
Além disso, a Petrobras vem sentindo no caixa o impacto do alto volume de importações de combustíveis. No primeiro trimestre do ano, a estatal deverá mostrar um Ebitda (geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) negativo em 7,8 bilhões de reais na área de Refino, segundo projeção do Deutsche Bank.