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Fab mapeia e destrói pistas na Amazônia

AE
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Aviões Super Tucano do Esquadrão Escorpião, da base aérea de Boa Vista, vão bombardear nesta quarta duas pistas clandestinas de pouso e decolagem localizadas pela Operação Ágata 4, na Amazônia.

A Força Aérea identificou e mapeou 10 pistas ilegais - todas em reservas indígenas, dentro do Estado de Rondônia. As duas mais movimentadas, ou que apresentam fator de risco, serão destruídas na ação desta manhã. As pistas clandestinas servem principalmente a garimpeiros. A inteligência da Polícia Federal sustenta que traficantes de drogas e contrabandistas de armas também utilizam as faixas, algumas das quais são bem conservadas e medem 1.500 metros.

Nesta terça, os aviões estavam sendo preparados, recebendo bombas livres de 2,2 metros e 230 quilos, carregadas com 87 quilos de trotil - poderoso explosivo cuja onda de choque se expande a 6.900 metros por segundo. A Aeronáutica adota um padrão para esse tipo de missão: quatro caças e mais um ou dois helicópteros para monitorar o bombardeio.

A neutralização dos pontos de apoio para aeronaves ilícitas já foi executada pelos pilotos do Esquadrão Escorpião. Em agosto de 2011 o time interditou, com oito bombas, um aeródromo fora da lei a 68,5 km de São Gabriel da Cachoeira (AM).

A Ágata 4 foi iniciada há uma semana e envolve cerca de 9 mil militares da Aeronáutica, da Marinha e do Exército. A área coberta é de 5,5 mil quilômetros, da foz do Rio Oiapoque, na linha de divisa com a Guiana Francesa, até o município de Cucuí, no Amazonas. O Comando Militar da Amazônia (CMA), de Manaus, chefia todo o procedimento.

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