Política

Vice exige plano B de Rodrigo e Chiara

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

Os pré-candidatos a vice-prefeito são os protagonistas das últimas articulações no tabuleiro eleitoral de 2012, já em curso há semanas em Bauru. Hoje, a ‘arca’ de partidos de diferentes matizes que compõem a nau política de Rodrigo Agostinho (PMDB) vai referendar a indicação do vice na chapa será do PT. Já na oposição, a pré-candidata pelo DEM, Chiara Ranieri, busca uma alternativa ao nome de Marcelo Borges (PSDB) para compor sua chapa majoritária.

 

Na reunião de hoje entre os partidos que manifestaram apoio à candidatura de Rodrigo Agostinho, a partir da aliança originária que levou o jovem prefeito à cadeira principal do Palácio das Cerejeiras (PMDB, PT, PC do B e PSB) ouvem a manifestação já esperada dos petistas de manter a vaga de vice. PDT, PTB e PPS vão compor a aliança mas, a esta altura, sem chance efetiva de tomar a vaga.

 

Com o PT batendo o martelo na indicação do vice, restará, depois, decidir o nome. A indicação natural é da já vice-prefeita Estela Almagro. Contudo, nos bastidores, os escaldados com o processo jurídico-eleitoral comentam que o marido, vereador e ex-secretário municipal de Esportes, José Carlos Batata, assume o posto se Almagro for alcançada pelo processo de prestação de contas ainda de sua campanha à deputada estadual. O caso está sub júdice, com apontamento de reprovação.

 

Para os partidos aliados de Rodrigo, sobretudo o PMDB, a presença do PT funciona como antídoto a qualquer pretensão do atual prefeito em deixar o cargo para disputar eleição a deputado (federal) daqui a dois anos. 

 

A rejeição de Estela junto a uma fatia considerável do eleitorado, já manifestada em outro pleito, já foi motivo de maior preocupação. Agora, sem a viabilização de uma alternativa (como o secretário de Obras Eliseu Areco Neto), a indicação de Estela, ou até, eventualmente, do marido Batata, já foi digerida.

 

A preocupação maior no ninho governista, hoje, é muito mais o de preparar o cenário eleitoral sem que a máquina administrativa sofra sobressaltos (tentando evitar o uso indevido da estrutura ou a soberba em relação ao favoritismo de Rodrigo).

 

 

 

Vaga de vice

 

Do outro lado, uma das pré-candidaturas de oposição, liderada pela vereadora Chiara Ranieri (DEM), também tem de correr para tentar ajustar acordo em torno do posto de vice. O tucano Marcelo Borges não é mais esperado, nem dentro do núcleo de ferro do PSDB local, como o nome para a dobradinha.

 

Nos bastidores das duas legendas, PSDB e DEM, a movimentação em torno de nome substituto à indicação de Borges é evidente. As sondagens, ainda em fase prematura é verdade, lançam uma lista que conta com nomes como o dos ex-vereadores Veríssimo Barbeiro e Ricardo Carrijo e o empresário Zeca Simonelli, que já foi lembrado para o posto em outra eleição e por outros candidatos.

 

O desafio de Chiara será o de fechar logo a dobradinha, partir para empolgar a militância das duas principais legendas em torno da difícil, mas não impossível, disputa contra Rodrigo Agostinho e, ainda, garantir recursos financeiros para não fazer feio na estrutura de campanha. Não é tão simples assim ter garantia de que o cacique estadual, deputado federal Jorge Mudalen, vá enviar o caixa-forte para Bauru.

 

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