A presidenta Dilma foi duplamente ousada em alterar as regras para as cadernetas de poupança dos brasileiros e em agir diretamente sobre o problema das taxas de juros praticadas pelo sistema financeiro. Aliás, essa foi uma "ousadia" que, ao que tudo indica, agradou à grande maioria da população e que também serviu de lição ao mercado de capital e de investimento. Seu raciocínio e seu questionamento fazem sentido: se a taxa Selic cai, por que os juros não diminuem? Não tem sentido mesmo almejarmos um desenvolvimento sustentável com taxas de juros tão elevadas assim.
E com taxas de juros mais condizentes com nossa real realidade, teremos tudo a ganhar; ganha o capital produtivo, que gera novos investimentos, que geram emprego e renda, que melhoram a qualidade do nosso consumo e que melhora também a competitividade da produção nacional e, sem dúvida, melhora a qualidade de vida de todos os brasileiros. E com metas inflacionárias sob controle. Parabéns, presidenta, e continue com seu pulso "firme" na defesa intransigente dos interesses públicos nacionais.
Aurélio da Silva Braga