O procurador Geral da República, Roberto Gurgel (Jornal da Cidade, caderno Brasil, pág. 21,10/05/2012), cai em contradição ao dizer que o material não era suficiente para abrir inquérito contra o senador Demóstenes em 2009 e ao mesmo tempo citar 22 gravações antigas da epóca na investigação de agora. Por que antes não serviam e agora servem?
Quanto ao mensalão, deve ser julgado o mais rápido possível e, comprovando-se as acusações, que sejam os envolvidos punidos exemplarmente pelo STF com os rigores da Lei. No entanto, o procurador Gurgel não pode usar esse fato como muleta psicológica de sua possível omissão e prevaricação em 2009. Corre o risco de herdar do ex-procurador Geral da República Geraldo Brindeiro o não recomendável título de "Engavetador Geral da República".
PS- Quando citei em minha missiva que "cotas são migalhas", para o bom entendedor (a) bastava para perceber que tenho visão diferente sobre o tema. E defendi indenizações para aqueles que foram escravizados, sejam eles negros, índios ou imigrantes. E ficar debatendo esse tema agora são meros devaneios jurídicos ou sociais, mesmo porque a corte máxima da nação já decidiu e não são singelas opiniões ou insensíveis achismos vociferados neste espaço democrático que vão mudar algum contexto constitucional já resolvido.
Agora, se quiserem debater as cotas existentes para advogados nos serviços públicos, mulheres em partidos políticos e para os filhos dos milionários nos melhores cursos das universidades públicas bancada por todos os brasileiros, estou à disposição.
Pedro Valentim