Sempre fui contra as placas de advertência avisando que determinada rua ou trecho de estrada é monitorada ou fiscalizada por radares eletrônicos. Acredito que a via deve ser bem sinalizada quanto aos limites de velocidades e esses devem ser obedecidos por todos que, se foram realmente habilitados para dirigir, sabem o significado de cada placa. Simples assim. Nada além da obrigação de qualquer cidadão.
No entanto, algumas situações realmente parecem ser atos de má fé e vigarice. É o que está acontecendo no trecho em reforma da SP 225, a Bauru/Ipaussu. Num trecho de menos de um quilometro existem 6 trechos com velocidades diferentes, alguns de 80km/h; outros de 60km/h e um de 40 km/h.
Esses limites mudam de local de um dia para outro e nem sempre estão dispostos de forma a diminuir ou aumentar a velocidade de forma gradativa. Pior ainda, na sexta-feira,dia 4 de maio, o radar estava posicionado a pouco mais de dois metros da placa de 40 km/h, sendo que o trecho imediatamente anterior era de 80 km/h.
Tenho consciência de que para realizar esta obra, tão necessária e esperada por toda população de Bauru e região, não há como evitar algum transtorno ao fluxo normal de veículos, principalmente para proteger todos aqueles que estão trabalhando às margens da rodovia. Mas com tantos cones no meio e à beira da estrada, tanto movimento de máquinas e com trabalhadores balançando bandeiras avisando a todo o momento que devemos manter a atenção ao volante, já temos motivos suficientes para diminuir a velocidade a um patamar condizente com o tamanho da obra que está sendo realizada.
Não vejo motivo, além de gerar enorme confusão e aumentar ainda mais o risco de acidentes, para o limite de velocidade variar tanto e tantas vezes num trecho tão curto de estrada. Seria muito mais coerente se todo o trecho estivesse sinalizado com um único limite de velocidade, mesmo que fosse 40km/h. Pra confundir mais um pouco, esses limites são novamente alterados no período noturno, voltando todo o trecho a ser de 100 km/h. Toda essa confusão é aproveitada para gerar multas que, a meu ver, são injustas e indevidas. Além de tudo, é humilhante e irritante ver a pessoa responsável pelo radar com seu carro à sombra, com os pés para fora da janela, dormindo, enquanto o dinheiro vai sendo roubado do bolso de quem passa por ali.
Carlos Augustus Apolinario