Agudos – Um projeto de emenda à Lei Orgânica que deu entrada na Câmara de Agudos (13 quilômetros de Bauru) quer que a próxima legislatura seja composta por nove vereadores – mesmo número do atual mandato. A proposta, que já conta com seis assinaturas, altera votação de 2008, onde ficou definido que o município passará a ter 13 parlamentares a partir de 2013. Para entrar em vigor, o projeto precisa ser aprovado por dois terços da Casa, em duas votações, até o início de junho, quando terão início as convenções partidárias.
As discussões prometem ser polêmicas. O JC apurou que alguns vereadores defendem 11 representantes. Até anteontem, o documento, de autoria de Cícero Nunes Pereira (PP), contava com assinaturas dos também pepistas José Otaviano Delazari, Nelson Assad Ayub e Luciano Durães Vasconcelos, de Auro Aparecido Octaviani e Glauco Costa Ton, ambos do PMDB, e do petista Edersom Roberto Mainini. Ontem, porém, Vasconcelos decidiu retirar seu nome do projeto.
Nos bastidores, a justificativa para o recuo do presidente em exercício da Câmara é de que ele teria sido ‘pressionado’ pela presidente Neusa Vicente (PPS), afastada por licença médica. Vasconcelos confirma a retirada de sua assinatura, mas nega ter sofrido qualquer tipo de pressão. “Realmente, eu tinha assinado a emenda. Eu retirei o meu nome porque a gente refletiu e eu sempre fui a favor de 13 vereadores”, diz. “A Neusa não me pressionou em momento algum”.
O vereador ressalta que, mesmo sem o seu apoio, o projeto conta com a quantidade suficiente de votos para ser aprovado. Embora prefira não estimar uma data, ele afirma que a votação deverá ocorrer nos próximos dias. “Eu tenho que ver com o Jurídico. Essa emenda, talvez, eu terei que mandar para as comissões. Eu creio que segunda- feira vai ter um debate sobre esse assunto”, declara. “(A votação) tem que ser antes das convenções, que são no dia 10 de junho”.
O vereador Auro Octaviani, que é favorável à manutenção das nove cadeiras na próxima legislatura, conta que a população é contrária ao aumento do número de parlamentares. O autor do projeto compartilha da mesma opinião. “13 cadeiras é muita cadeira para a cidade”, avalia. “Eu ouvi a população e a população optou por nove cadeiras”. O JC tentou falar com Maria Antônia da Silva (PSD), a Tata, que, junto com Neusa Vicente, não assinou o projeto, mas ela não atendeu a ligação telefônica.