Depois de mais de um ano de negociações, o fim do imbróglio que envolve a transferência da Maternidade Santa Isabel para a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) foi novamente adiada. Em audiência realizada nesta sexta-feira, a instituição afirmou que devido a fins burocráticos, ainda não reuniu o dinheiro para pagar as rescisões contratuais dos funcionários que não foram aprovados em concurso público para trabalhar na unidade.
A nova audiência, a terceira do mês, foi transferida para a próxima sexta-feira(25).
Relembre o caso
Por conta de um acordo entre as partes, o valor foi reduzido de cerca de R$ 4 milhões para R$ 1,7 milhão. Isso porque, durante a reunião, a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) - que administra a maternidade - se dispôs a transferir 57 servidores não aprovados em concurso para o Hospital de Base, com os mesmos salários e funções.
“O trâmite não representará aumento de custos para a associação, já que 16 funcionários do HB prestaram concurso e estão sendo chamados para trabalhar na maternidade. Além dessas 16 vagas abertas, já existia um déficit grande de funcionários no hospital, que será preenchido agora”, comenta o presidente da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), Pasqual Barretti.
O cálculo de custos também foi reduzido porque 63 servidores da maternidade foram aprovados no processo seletivo. Em tese, eles terão de pedir demissão para serem contratados pela Famesp, já que o funcionário precisa comprovar disponibilidade de horário para o “novo” trabalho.
“Ninguém está obrigando o funcionário a pedir demissão. Mas não é possível ele ter duas carteiras de trabalho para o mesmo serviço”, observa Barretti. Portanto, este grupo também ficará fora da conta das rescisões. Embora o número não tenha sido confirmado, entre 90 e 100 funcionários devem ser demitidos pela AHB. Anteriormente, a quantidade passava de 150.
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