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Caso que derrubou dois prefeitos emperra gestão


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Campinas - A investigação que deu origem à maior crise política da história de Campinas (SP) veio a público há um ano, motivou a cassação de dois prefeitos e a denúncia de 19 servidores e empresários, mas pouco avançou na Justiça.

Desde a deflagração da operação, em 20 de maio de 2011, as apurações do Ministério Público desencadearam trocas de cadeira na prefeitura e problemas de gestão.

O processo tramita em fase inicial na 3ª Vara Criminal de Campinas enquanto o município sofre as consequências da crise administrativa. Investimentos em asfalto, remédios e obras do Pronto Socorro Metropolitano sofreram atrasos. A reforma do teatro Castro Mendes foi adiada pela quarta vez e o teatro do Centro de Convivência Cultural está fechado por infiltrações e falhas elétricas.

O prefeito Pedro Serafim (PDT), eleito há 40 dias pela Câmara Municipal para um mandato-tampão até dezembro, já enfrenta a primeira greve do funcionalismo.

Até a orquestra da cidade aderiu ao movimento. “Isso [redução de investimentos] já vem desde o governo Hélio [Hélio de Oliveira Santos], que acabou cassado”, disse o oboísta Carlos Coradine.

Para a Promotoria, a então primeira-dama Rosely Santos, mulher do ex-prefeito dr.Hélio (PDT), chefiava quadrilha que cobrava de 5% a 12% do valor de contratos e fraudava licitações públicas.

A apuração teve como foco a Sanasa (empresa de saneamento local), cujo ex-presidente Luiz Augusto de Aquino aderiu à delação premiada (em que o acusado tem benefícios com a colaboração).

Aquino reconheceu ter cobrado propinas e repassado recursos à ex-primeira-dama. Considerando o valor de dez contratos, a propina teria alcançado R$ 14 milhões.

A Promotoria não apontou envolvimento de dr.Hélio, cassado pela Câmara em agosto acusado de omissão.

O então vice-prefeito, Demétrio Vilagra (PT) assumiu o posto, mas foi cassado em dezembro. O presidente da Câmara, Pedro Serafim (PDT), foi eleito prefeito até o fim do ano pelos vereadores. A defesa de Rosely e Hélio não se manifestou. Vilagra negou irregularidades.

 

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