Roma - Um atentado a um colégio matou pelo menos uma jovem e deixou outras sete feridas, ontem, em Brindisi, na região de Puglia, na Itália.
O ataque ocorreu por volta das 7h (horário de italiano) em frente ao instituto profissional Francesca Morvillo Falcone, quando os estudantes chegavam ao local.
A explosão, segundo moradores da área, foi forte e destruiu os vidros da escola e de edifícios localizados a até 200 metros do local.
Segundo os investigadores, os artefatos explosivos eram de fabricação caseira e estavam acoplados a dois bujões de gás. Tudo foi escondido em um contêiner que estava diante do colégio.
Até o início da tarde, nenhum grupo havia assumido a autoria da ação. No entanto, autoridades italianas suspeitam que a explosão tenha relação com a data do assassinato de Francesca Morvillo, mulher do juiz Giovanni Falcone, que combatia a máfia, que completa 20 anos nesta quarta-feira.
Temendo novos atentados, as autoridades locais esvaziaram os demais colégios da região. Na última quarta-feira, o governo italiano reforçou os dispositivos de segurança em mais de 14 mil possíveis alvos terroristas. A medida foi tomada após um atentado contra um executivo do grupo Ansaldo Nucleare.
Repercussão
O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, afirmou que o governo “agirá com firmeza contra todo tipo de atos criminosos”.
O Vaticano também se manifestou sobre o atentado. Por meio de seu porta-voz, Bento 16 afirmou que a ação foi “horrível e é ainda mais execrável por ter ocorrido nas cercanias de uma escola, contra jovens inocentes”.
Para demonstrar repulsa ao atentado, foram marcadas manifestações em pelo menos 20 cidades italianas, entre elas Mesagne, povoado ao qual Melissa Nasse, 16, morta no atentado, pertencia.
Os eventos esportivos deste fim de semana na Itália também farão homenagens às vítimas. do atentado.