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Demóstenes pede voto para ser absolvido

Folhapress
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Brasília -  Apostando na votação secreta em plenário como sua chance de escapar da cassação, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) tem visitado gabinetes e ligado para colegas para pedir votos favoráveis à sua absolvição.

 

Demóstenes mira, em especial, a bancada do PMDB a maior da Casa, cujos integrantes recusaram relatar o seu processo no Conselho de Ética e evitam defender publicamente a sua cassação.

 

Nas conversas, o senador afirma não ter conhecimento dos negócios de Carlinhos Cachoeira, diz que foi vítima de investigações ilegais da Polícia Federal e afirma que vai provar sua inocência.

 

Nos bastidores, ele admite que terá dificuldades para arquivar o processo no Conselho de Ética cujo resultado precede a votação secreta em plenário que decretará ou não a sua cassação.

 

O relator do processo no conselho, Humberto Costa (PT-PE), deu sinais de que vai defender pena máxima para o ex-líder do DEM. No plenário, Demóstenes aposta num cenário diferente.

 

Em 2007, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) escapou da cassação na votação secreta depois de responder a cinco processos no Conselho de Ética.

 

 

 

Aliados de Cachoeira

 

Convocados para falar ontem na CPI que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com políticos e empresas, o sargento da reserva da Aeronáutica, Idalberto Matias, o Dadá, e o policial Jairo Martins também ficarão calados na sessão no Congresso.

 

Ambos são apontados pela Polícia Federal como assessores diretos do empresário preso por comandar um esquema de exploração de jogos ilegais, lavagem de dinheiro e corrupção de agentes públicos. Eles atuavam como arapongas a serviço de Cachoeira, de acordo com as investigações da PF.

 

A defesa dos dois aliados de Cachoeira protocolou um pedido à presidência da CPI, que garantiu o direito deles de ficarem calados. Os advogados de Dadá e Jairo argumentam que os clientes não podem produzir provas contra eles mesmos, mesmo argumento usado por Cachoeira para não falar na sessão da CPI de ontem.

 

A reportagem procurou um advogado de Wladimir Garcêz, Neiron Cruvinel, mas ele estava em audiência na Justiça, segundo sua secretária, e não telefonou de volta. Considerado pela PF como o braço político do esquema de Cachoeira, Garcêz também deve depor amanhã na comissão.

 

 

 

Gurgel sem novidades

 

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que respondeu a todas as perguntas da CPI do Cachoeira e que enviaria o documento de cerca de seis páginas, ontem, até o fim do dia à comissão. 

 

O procurador-geral disse que não há novidade no documento em relação ao que vem respondendo à imprensa nas últimas semanas.

 

“O que tem é o que eu tenho dito a vocês: uma estratégia de atuação que se revelou um sucesso”, disse Gurgel, durante intervalo da sessão plenária do STF. Ele disse que não fez as respostas por tópicos, seguindo as perguntas, e que preferiu colocar seus argumentos em um texto corrido.

 

O procurador também reafirmou que a Operação Monte Carlo, que resultou na prisão de Cachoeira, não teria existido sem a estratégia de segurar os resultados da Operação Vegas, concluída em 2009,

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