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Volume de financiamentos e empréstimos avança 1,2%

Folhapress
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Brasília - O volume de crédito (por meio de empréstimos e financiamentos) atingiu R$ 2,1 bilhões em abril, com avanço de 1,2% na relação com março e de 18,1% em 12 meses. As informações foram divulgadas ontem pelo Banco Central, por meio da Nota de Política Monetária.

 

A taxa de inadimplência do crédito referencial (para empréstimos e financiamentos com atrasos superiores a 90 dias) alcançou 5,8% em abril, levemente acima do mês de março (5,7%). A inadimplência nas operações com pessoas físicas subiu 0,2 p.p., atingindo 7,6%, e a taxa relativa a pessoas jurídicas permaneceu estável em 4,1%.

 

A relação crédito/PIB alcançou 49,6%, comparativamente a 49,4% no mês anterior e a 45,5% em abril de 2011. A participação relativa dos bancos públicos aumentou de 43,9% em março, para 44,2% em abril.

 

Os spreads bancários -que é a diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e a taxa cobrada dos consumidores- registraram reduções de 1,9 p.p. no crédito a pessoas físicas e de 0,9 p.p. nas operações com pessoas jurídicas.

 

Anteontem, o diretor de política econômica do BC, Carlos Hamilton Araújo, disse que apesar de registrar um leve aumento da inadimplência nas operações de crédito em fevereiro, a autoridade monetária avalia que ainda há espaço para o crescimento do crédito no país.

 

A interpretação do diretor do BC ocorreu em meio ao risco cada vez maior de o país crescer abaixo de 3% neste ano. O governo constatou que os estímulos dados -como a liberação de crédito em vários setores, por exemplo, o automotivo e a indústria-, até agora não foram suficientes para reaquecer a economia e por isso tem anunciado inúmeras medidas para combater a desaceleração. No entanto, outro lado preocupa governo o mercado: o incentivo à expansão do crédito pode levar a um aumento da inadimplência.

 

Na última segunda-feira, o governo anunciou novas medidas emergenciais para estimular o crédito. As medidas tentam incentivar o consumo interno, a indústria e o crédito para acelerar a atividade econômica.

 

O Banco Central também anunciou a liberação de até R$ 18 bilhões, em um ano, do dinheiro que as instituições financeiras têm retido no Banco Central (compulsórios) para que os bancos concedam empréstimos para a compra de automóveis.

 

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