Regional

Festa das Nações: "sabor de solidariedade"

Rita de Cássia Cornélio
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Foi na década de 70 que a então diretora da Escola Técnica do Comércio de Pederneiras Maria Lassalet Maran Navarro chegou de Brasília com uma ideia: fazer uma festa semelhante à que tinha visto por lá. E assim, o evento, que contemplava as várias nacionalidades, foi realizado pela primeira vez em Pederneiras, em 1978. De lá para cá, só coleciona avanços. “Eu fui nomeada secretária. A única da administração de Waldomiro Mateus. Tinha a ideia na cabeça. Chamei as diretoras das escolas e expliquei que eu não queria apenas uma festa de fins lucrativos, mas um evento que fizesse com que os estudantes conhecessem cada uma das nacionalidades presentes na cidade”, relembra. 

 

A então secretária sugeriu que as professoras programassem as pesquisas. “Sugeri que os alunos fizessem entrevistas com os espanhóis, sírios, portugueses, enfim, com cada nacionalidade presente em Pederneiras. Eles deveriam estudar a alimentação deles, suas vestimentas. Até convidarem os representantes de cada nacionalidade para participar.” 

 

Para realizar, a praça central onde está a matriz foi eleita como local mais adequado. “Fizemos um palco e colocamos as barracas em volta. Cabia ao professor de desenho Wilson Ruiz limitar o espaço de cada uma das barracas. Nelas haviam peças típicas cedidas pelos próprios descendetes de espanhóis, italianos, sírios, portugueses e japoneses que moravam na cidade. Colocamos a barraca alemã para ter o chopp que, à época, era uma novidade.”