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?Diga não à violência? será permanente

Ana Carolina Levorato com Bruna Dias
| Tempo de leitura: 4 min

O “Diga não à violência”, lançado oficialmente no dia 2 de maio, agora também terá o apoio do governo do Estado com atividades esportivas, culturais, grupos de estudo, artes e palestra com participação de alunos e familiares. É uma iniciativa para reduzir a violência que conta com apoio do JC.

“O projeto deu uma ‘parada’ na sociedade, todos pensaram: o que fazer para diminuir a violência? O engajamento foi tão positivo que extrapolou as escolas e a repercussão invadiu universidades que estão elaborando trabalhos semelhantes”, diz Maria Helena Catini Campagnucci, diretora da Escola Estadual Professor Christino Cabral, que representa a União dos Diretores de Escola do Magistério Oficial de Bauru e coordena a campanha. 

 

“Nosso objetivo foi mostrar que tem a violência escolar pode ser solucionada sim e a melhor forma de obter êxito está no envolvimento da sociedade com a escola. Sem o apoio da população, nada disso seria possível”, esclarece Gina Sanchez, dirigente regional de Ensino e organizadora da campanha. 

 

Iniciado como um projeto, a campanha “Diga não à violência” ganha hoje dimensão de um programa que segue o ano todo com envolvimento e apoio do Estado. “Obviamente nós sabemos que a violência não acontece só na escola, no entanto, nosso foco foi atingir a equipe escolar que atua diretamente com isso”, afirma Gina. “Nós entendemos que a ação não pode ser pontual porque a violência não é uma coisa que vem e acaba. Precisamos de algo que permaneça sendo discutido e trabalhado no dia a dia das escolas”. 

 

Segundo as organizadoras do projeto, o programa seguirá a mesma linha do “Diga não à violência”. A partir da iniciativa do concurso, as escolas poderão se reunir e se adaptar para atender as necessidades da comunidade. “As escolas terão autonomia, porém ligadas à proposta pedagógica, para trabalhar em pontos específicos da comunidade onde atua”, acrescenta a dirigente de ensino.

 

De acordo com Sanchez, o objetivo é manter a escola motivada a dar continuidade ao projeto que envolve esportes, cultura, arte, grupos de estudo, palestra com a participação de alunos e familiares. 

 

“Nosso objetivo é levar para o aluno que as boas ações e as boas práticas, além de serem partilhadas, também são positivas para ele e para quem está perto dele”, finaliza Gina. 

 

Paz nas escolas

 

Casos de desordem e violência nas escolas em Bauru fizeram com que a dirigente regional de Ensino criasse um concurso de trabalhos entre os alunos. A ideia, era que, por meio de desenhos, cores e redações, fosse mostrado onde está o problema - e como solucioná-lo. “Assustada e preocupada” com a onda de violência que está acontecendo nas escolas estaduais, conforme o JC vem divulgando, Gina Sanchez com o apoio de Maria Helena Catini Campagnucci -, decidiu unir alunos e professores em prol da paz nas escolas. 

 

“Para saber o que realmente está acontecendo, nada como os próprios alunos exporem o problema. Por isso pensamos na campanha ‘Diga não à violência nas escolas’. A ideia é que, por meio de redações e produções artísticas, os alunos nos mostrem onde está o problema e como podemos solucioná-lo”, destaca Gina. A campanha tem apoio do Jornal da Cidade.

 

 A iniciativa contra a violência engloba cerca de 60 mil alunos a partir de 6 anos, ou seja, do 1º ao 9º ano do ensino fundamental e do 1º ao 3º ano do ensino médio das 82 escolas estaduais abrangidas pela diretoria (Bauru mais 16 municípios da região). 

 

Premiação e discussão

 

A premiação das melhores redações e desenhos artísticos está marcada para a quinta-feira, 31 de maio. Segundo dados da própria organização do concurso, das 82 escolas participantes, cerca de mil trabalhos foram pré-selecionados até o dia 24.

 

Na cerimônia, que será realizada na Escola Técnica Estadual (Etec) de Cabrália Paulista, estarão presentes diversos órgãos da educação como diretores das escolas públicas e estaduais, Fundação Casa, OAB de Bauru, Juizado da Vara de Infância e Juventude, Conselho Tutelar, além de comandantes da Polícia Militar e Civil.

 

Além da premiação para os três primeiros lugares de acordo com cada categoria, o evento promete trazer um debate e levar conhecimento para as escolas “nosso objetivo é criar uma interação entre os diretores das escolas públicas e estaduais e estes órgãos no intuito de que é possível sim reduzir a violência levando conhecimento e orientação”, comenta Gina

 

Conforme divulgado recentemente pelo JC, a campanha “Diga não à violência nas escolas” terminou na última semana. As cinco melhores redações serão premiadas e veiculadas pelo Jornal da Cidade. O vencedor do concurso ganhará um notebook, o 2º e 3º lugares bicicletas e os 4º e 5º lugares receberão rádios como prêmio. 

 

 Os cinco melhores desenhos ganharão kits de desenho e pintura para que sirvam de motivação para os alunos continuarem a desenvolver os talentos artísticos. 

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