Se você não foi ao show do The Platters, no Sagae, dia 26/05/2012, perdeu, sabe o quê? Perdeu a chance de aprender "Como não se Deve Organizar um Evento". Para não me alongar muito, vou alertar os leitores sobre as principais dificuldades que encontrarão quando não se atentarem para o "local escolhido e quem está organizando o evento" que querem ir. Lá chegando, como das outras vezes, tive que desembolsar R$ 20,00 para poder deixar o carro na via pública, que é fechada e utilizada ilegalmente como estacionamento.
O início do show estava programado para 21h. Após duas horas e meia na fila esperando abrirem os portões, eu e aproximadamente umas setecentas pessoas com idade média "acima de sessenta anos", cansados de ficarem em pé, no frio e aquele maldito vento frio soprando nas orelhas, pasmem os senhores, nós, os velhinhos boa praça, num acesso de fúria "arrombamos o portão" e entramos.
Agora sim ia ficar bom, embora sentados naquela cadeira de plástico com pernas bambas e a aquela mesa vermelha quase limpa, mas pelo menos não tinha vento e as pernas não doíam mais, e também iria tomar minha cervejinha e a esposa seu vinho frisante geladinho.
Mas desgraça pouca é bobagem, descobri que tínhamos que buscar as bebidas no bar, mas foi rápido, coisa de 50 minutos na fila. Em seguida tive outra surpresa, não tinha copos, tínhamos que tomar no bico, mas tudo bem, era para ver os Platters, recordar bons momentos de minha juventude. Começou o show, que vergonha para Bauru: só ouvíamos o contrabaixo vibrando nas caixas de som, enquanto o vocalista agitando as mãos pedia para alguém dar uma solução e nada, não sei se o local é inapropriado ou a aparelhagem que era ruim.
Por fim, acabou, consegui ver os Platters ao vivo, repito "ver", por que "ouvir bem" as músicas me contentei ouvindo no carro na volta para casa, comprei o CD na saída. Então, que fique o recado: cuidado, nem sempre o preço alto pago de R$ 400,00, R$ 300,00 por algo significa que terá em mãos um bom produto.
Joel Marco B. Machado