Brasília - Em depoimento que durou cerca de 5 horas, o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) rebateu ontem, ao Conselho de Ética do Senado, todas as acusações de que teria atuado em favor do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, ou de que teria participação em negócios do bicheiro.
No depoimento, que começou por volta das 10h e acabou às 15h30, o senador disse que enfrenta o “pior momento” da sua vida por ser vítima de uma “campanha sistemática orquestrada” para prejudicá-lo. O senador disse ainda que “redescobriu Deus” em meio às acusações.
Além do processo no Conselho de Ética, Demóstenes é também alvo de inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que solicitou ainda a quebra do sigilo bancário do senador por suas ligações com Cachoeira, preso desde fevereiro acusado de comandar uma rede de jogos ilegais. Durante a sessão em que se defendeu das acusações, o senador usou páginas do inquérito que tramita no Supremo para dizer que não tem qualquer participação no esquema de jogos ilegais e que não foi alvo das investigações da Polícia Federal.