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Época de fogos alerta para acidentes

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

Impossível não falar nos festejos juninos e julinos sem falar de fogos de artifício. Desde os antigos e praticamente inofensivos estalos de salão até os barulhentos e sempre presentes rojões, queiram ou não eles fazem parte da tradição popular de festejar a legião de santos com datas comemoradas especialmente neste mês.


No entanto, quanto mais se põe a mão no fogo, maiores os riscos de acidentes. Principalmente quando se trata de festas e consequentemente outros tipos de abusos conjugados, a combinação com o fogo pode ser explosiva.


Queimaduras


Entre as maiores vítimas de queimaduras, entre outras lesões ainda mais sérias, estão as crianças, de acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). E são justamente os pequenos os responsáveis por boa parte das vendas de fogos, ainda mais nesta época do ano.


Os carros-chefes de vendas, além dos tradicionais rojões, de acordo com os próprios comerciantes, continuam sendo os fósforos de cor e os traques, inofensivos se comparados com fogos de maior poderio, mas que também requerem atenção, ainda mais nesta época, quando as vendas, de acordo com o comércio, aumentam em até 70%.


“O importante é sempre ter um adulto por perto”, observa o tenente Cláudio Augusto Antunes da Silva, oficial de Relações Públicas do segundo grupamento do Corpo de Bombeiros em Bauru.


Mas a advertência também cabe aos adultos. Apesar de todas as normas quanto a armazenagem e comercialização de artigos pirotécnicos, cada vez mais rígidas, a recomendação do Corpo de Bombeiros é uma apenas: “orientamos a não utilizar”, sintetiza o oficial.


“Nas festas há mais gente próxima e bebida, com riscos aumentados. Os fogos em si são um risco”, comenta o bombeiro.


No entanto, levar ao pé da letra a recomendação de que brincar com fogo traz uma certa dose de risco, mesmo com todas as precauções, é praticamente impossível mediante todas as tradições, ainda mais no mês de junho.


Visto que muita gente vai comprar e soltar fogos, as recomendações são para cuidado na hora de escolher o estabelecimento, que deve ter tanto o alvará da prefeitura quanto laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros. “Além dos cuidados na hora de soltar, manter longe do rosto, por exemplo, a pessoa precisa ficar atenta às condições da loja e validade do produto”, especifica o tenente.


Segundo ele, ao menos junto aos Bombeiros, não existem números sobre eventual atividade clandestina na venda de fogos na cidade.


Ele esclarece que, como não cabe à corporação fiscalizar eventuais falhas, não há o registro dessa suposta atividade em Bauru. “No caso de uma reprova na hora de solicitar a autorização, o comerciante procura atender o exigido”, salienta.

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