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CPI foca em tucano Marconi Perillo

FolhaPress
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Brasília - Dispostos a fragilizar o PSDB, os representantes do PT na CPI do Cachoeira vão explorar mais uma justificativa para a quebra de sigilo do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo: a omissão de bens em suas declarações à Justiça Eleitoral.


Segundo reportagem do jornal “O Globo” de ontem, Perillo omitiu pelo menos cinco propriedades. Uma delas é uma área de mais de um milhão de metros quadrados em Pirenópolis (GO), cuja aquisição foi dividida, entre outros, com um ex-sócio de Carlinhos Cachoeira.


Segundo o jornal, Perillo diz que seus bens estão registrados no seu imposto de renda e que não os declarou à Justiça Eleitoral por recomendação de seus advogados. Ele não foi localizado ontem.


Vice-presidente da CPI, Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que a omissão de bens reforça a necessidade de quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico do governador.


“Já existiam indícios suficientes para a quebra de sigilo de Perillo. O processo de compra da casa já basta para isso. A omissão é mais um ingrediente”, disse o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP).


O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR), disse que as suspeitas contra Perillo são uma estratégia para desviar o foco de outros assuntos. Perillo vai falar à comissão no dia 12 de junho.


Bordoni


A CPI vai convocar o jornalista Luiz Carlos Bordoni, que admitiu ao jornal “O Estado de S. Paulo ter recebido da empresa Alberto e Pantoja, vinculada ao esquema do contraventor Carlos Cachoeira, por serviços prestados à campanha do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB). Para tentar reduzir o desgaste do correligionário, lideranças tucanas tentam antecipar para esta semana o depoimento de Perillo à CPI, agendado para o dia 12 de junho.


“Vamos cobrar a antecipação da vinda do Marconi porque ele é um governador, não um depoente qualquer que possa ficar sangrando”, disse o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), titular tucano na comissão.


Antecipar a vinda para esta semana não será porém tarefa fácil. Devido ao feriado de Corpus Christi, na quinta-feira, a comissão deverá ter apenas um dia de trabalho, amanhã, porque na quarta-feira o Congresso já estará esvaziado. Ainda assim, os tucanos pressionarão. “Estamos pedindo desde o início para agendar o depoimento do Marconi, que até apareceu na CPI na semana passada, pondo-se à disposição”, diz o líder no Senado, Álvaro Dias (PR). Ele defende que Bordoni só seja ouvido após a CPI inquirir Marconi.

 

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