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Frente Parlamentar de Apoio às Vítimas de Violência é lançada no Rio

Agência Brasil
| Tempo de leitura: 2 min

A Frente Parlamentar de Apoio às Vítimas de Violência, com atuação estadual, foi lançada ontem (4) na capital fluminense. O lançamento foi uma homenagem aos dez anos do assassinato do jornalista Tim Lopes.

O lançamento da frente parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro contou com a participação e apoio de movimentos sociais, ONGs, entidades e familiares traumatizados pela violência. Estiveram presentes grupos como o Movimento Gabriela Sou da Paz e as Mães do Massacre na Escola em Realengo.

A frente é articulada pela deputada federal Keiko Ota (PSB–SP), que teve o filho Ives Ota sequestrado e assassinado aos 8 anos de idade em agosto de 1997. A deputada é presidente, no Congresso Nacional, da Frente Parlamentar Mista em Defesa das Vítimas de Violência. Ela é ainda coordenadora da União em Defesa das Vítimas de Violência (UDVV).

“Hoje, estou aqui, com esta Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência, porque o bandido tem todos os seus direitos garantidos e preservados, enquanto a vítima de violência só tem o direito de chorar”, diz Keiko.

Segundo a parlamentar, as famílias vítimas de violência devem receber uma ajuda financeira. “Muitas vezes a vítima de violência fica em instabilidade emocional e não consegue seguir a sua vida em frente. E também, com a regulamentação do artigo 245 da Constituição Federal, que garante os direitos às vítimas”.

Para Keiko, o objetivo da frente é unir o poder público, ONGs e entidades diversas para que seja construída uma política pública que vise combater a violência, que é muito alta no país. De acordo com a deputada, quase 100 mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil, sendo 50 mil por arma de fogo, 30 mil por violência no trânsito e embriaguês. Os demais são vítimas de crimes como machadadas e até pedradas. “Eu não me conformo com esses números. Nós perdoamos o assassino, aquele que nos tirou a coisa mais preciosa. Eu vejo esses números, e não consigo aceitá-los”, disse Keiko.

A frente já existe nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. A cerimônia de abertura da frente carioca contou com um ato pela paz em memória de Tim Lopes, nas escadarias da Assembleia Legislativa.

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