Esportes

São Paulo pega Inter em duelo complicado

Fernando Faro
| Tempo de leitura: 3 min

O tempo de recarregar a pilha acabou e o São Paulo volta ao Campeonato Brasileiro com um desafio de respeito pela frente: superar o Internacional, no estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, hoje, às 21h50, pela terceira rodada, e conquistar a sua primeira vitória fora de casa na competição.

Será o primeiro encontro entre os clubes após o fim do caso Oscar, vendido ao time colorado por R$ 15 milhões depois de batalha judicial entre as partes. Mas o que poderia ser uma atração à parte terá de ficar para o segundo turno. Por estar servindo à Seleção Brasileira, o meia não poderá enfrentar o ex-clube. A equipe de Mano Menezes também tirou Leandro Damião e os tricolores Lucas, Casemiro e Bruno Uvini.

No que depender do retrospecto recente na competição, os são-paulinos podem ter esperança de sair do Beira-Rio com um bom resultado. A última derrota atuando na casa colorada foi em 2008 (2 a 0). De lá para cá foram duas vitórias e um empate. Apesar do retrospecto positivo, os gaúchos estão com o rival tricolor entalado pelas duas eliminações na Copa Libertadores (2006, na final, e 2010, nas semifinais) e as relações vêm estremecidas há alguns anos.

A tentativa do São Paulo de contratar Guiñazú, um dos maiores ídolos da torcida, há alguns anos, ajudou a acirrar a rivalidade. Com tantos ingredientes explosivos, os jogadores são os primeiros a tentarem diminuir a temperatura. “Pressão terá de qualquer forma, o Inter vai estar motivado pela sua torcida. Outras questões deixamos para a diretoria”, resumiu o lateral-direito Douglas. Mesmo com os muitos desfalques, Emerson Leão vai ao ataque e escalou a equipe com três atacantes nos treinos para tentar surpreender os donos da casa. Se confirmada a formação, Denilson será o único marcador no meio, mas ele não estará sozinho. “Até gosto de jogar com dois pontas. O Fernandinho e o Osvaldo têm a consciência de que precisam voltar para marcar um pouco e eu sempre ajudei na marcação, vou ajudar o Denilson e o Cícero nesse combate”, adiantou o meia Jadson, que vem subindo de produção nos últimos jogos.

Ao mesmo tempo que tenta a vitória no Beira-Rio, a equipe começa a pensar nas semifinais da Copa do Brasil contra o Coritiba. O primeiro jogo só acontece no próximo dia 14, mas as perguntas já fazem parte da rotina. “Temos de tentar construir bons resultados para chegar bem na Copa do Brasil. Se chegarmos com resultados negativos, sabemos que fica aquela desconfiança”, reconheceu Jadson. Derrotar um rival pelo título seria um ótimo recado de que o São Paulo não está para brincadeira.

 

Inter reforçado

O Inter busca esquecer os problemas extracampo e os desfalques para manter-se focado em busca da vitória. Com dedicação exclusiva ao Brasileiro, o Colorado quer trazer de volta para o Beira-Rio uma taça que não conquista há 33 anos. A ideia é obter três pontos diante de um adversário direto na briga pelo título nacional.

O time tem quatro desfalques para a partida. O lateral esquerdo Kleber, que ainda se recupera de uma cirurgia na virilha, dá lugar a Fabrício. Elton e Gilberto entram nos lugares de Guiñazu e Damião, respectivamente.

No entanto, há um retorno a se comemorar: é D’Alessandro, que ficou 25 dias fora do time após sofrer a quarta lesão seguida na coxa esquerda.

 

João Filipe recebe ultimato

Sem poder contar com Rhodolfo, lesionado, Bruno Uvini, na Seleção Brasileira, e Edson Silva, vetado após ingerir um medicamento por conta própria com substância considerada dopante, a zaga são-paulina voltará a ter um membro praticamente esquecido: João Filipe. Ele terá a última oportunidade de mostrar seu valor na partida contra o Inter. E, se desapontar a comissão técnica, deve ser negociado pelo clube.

Contratado às pressas no ano passado, para suprir uma carência defensiva, João Filipe caiu nas graças da torcida por ser mais técnico que o habitual para um zagueiro, mas o excesso de confiança começou a gerar uma série de erros e minou sua credibilidade com a comissão técnica. Emerson Leão não suporta suas constantes arrancadas ao ataque, que deixam a defesa vulnerável, e a desobediência tática.

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