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Chuva gera novas urgências nas ruas

Tisa Moraes colaborou Redação
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Mesmo que pouco intensa, a chuva que atingiu Bauru, ontem, impediu grande parte das ações de recuperação da cidade, castigada com o recorde de precipitação e ventos no início desta semana. Mas, com a pequena trégua dada por São Pedro, foi possível iniciar ao menos o atendimento de casos considerados emergenciais, como a recuperação de ruas de terra e desentupimento de bueiros em locais críticos. Somente se o tempo continuar colaborando, a previsão é de que os reparos em todos os bairros da cidade sejam concluídos dentro de 15 dias.

Ontem, os serviços prestados pela Secretaria Municipal de Obras foram concentrados na remoção de um grande volume de areia levada pela enxurrada, na quadra 28 da rua Bernardino de Campos, região entre o Parque Viaduto e Vila Nova Celina, zona oeste da cidade. Na segunda e terça-feira, as equipes já haviam trabalhado no Jardim Ferraz, de maneira parcial, na contenção de buracos e terraplanagem das ruas Arlindo Fidelis e Ermínio Cândido do Carmo. No Parque Giansante, a avenida Rizik Eid Gebara também foi recuperada.

E mesmo com a chegada do feriado prolongado, funcionários da Divisão de Terraplanagem irão trabalhar amanhã e sábado em ruas consideradas prioritárias da região oeste da cidade, como é o caso do Parque Santa Cândida, Núcleo Leão 13 e Parque Val de Palmas. “Não há na cidade, felizmente, nenhuma situação que represente risco para os moradores. Estamos providenciando a manutenção das ruas de terra, limpeza de bocas-de-lobo e operação tapa-buracos priorizando os casos mais críticos e dentro do que a chuva nos permite fazer”, assinala secretário municipal de Obras, Eliseu Areco Neto.

De acordo com ele, será necessário pelo menos um ou dois dias de sol para que os trabalhos sejam iniciados e realizados com eficiência nos bairros menos prejudicados. O coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, explica que, com as ruas de terra muito encharcadas, as máquinas responsáveis pela terraplanagem não conseguem se deslocar para executar o trabalho.

“Elas são muito pesadas, têm mais de 20 toneladas. Seria muito arriscado. Temos de esperar o tempo firmar”, aponta. Entre os serviços que também estão sendo realizados estão desvios e barreiras em frente a algumas residências que apresentam risco de inundação caso voltar a chover forte.

“A Emdurb (Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru) também está sinalizando as vias que apresentam problemas e realizando a limpeza de ruas onde houve acúmulo de lixo”, acrescenta Brito.

Já o Departamento de Água e Esgoto (DAE) informou que não registrou aumento significativo de retorno de esgoto e extravasamento nos poços de visita (PVs) em decorrência da chuva. Por este motivo, a programação de manutenção nos bairros está sendo cumprida normalmente.

 

A quem recorrer

Casos de emergências são atendidos pela Defesa Civil no (14) 9651-0304 ou pelo 193, telefone do Corpo de Bombeiros.

Para a recuperação de ruas e acessos é preciso acionar a prefeitura pelo (14) 3235-1000 ou a Secretaria das Administrações Regionais pelo (14) 3235-1326.

Para casos de vazamento de água e esgoto, entrar em contato com o DAE pelo telefone 0800 7710195 (24 horas) ou na seção de fiscalização da autarquia pelo (14) 3235-6123. 

 

Problemas persistem

Embora as ruas de alguns bairros já estejam sendo recuperadas pela prefeitura, muitos moradores ainda convivem com os transtornos provocados pelas chuvas dos últimos dias. No bairro Pousada da Esperança 2, por exemplo, a erosão que tomou conta das ruas dificulta a circulação de veículos e pessoas.

“A prefeitura instalou galerias há poucos meses, mas a água continua vindo por cima da terra, levando tudo o que encontra pela frente. Só sobra buraco e lama. Ninguém consegue sair na rua”, reclama o consultor de pedreiro Carlos Roberto Figueiredo, 55 anos.

O mesmo cenário tomou conta de vias do Parque Santa Cândida, onde moradores também enfrentam transtornos para sair com os carros da garagem. “O ônibus nem passa mais por algumas ruas”, obvserva o vigilante Luiz Antonio da Silva, 32 anos, que mora na quadra 11 da rua Primo Pegoraro.

De acordo com ele, para levar os filhos na escola ou para ir ao trabalho, ele e a esposa precisam caminhar um trecho de terra úmida e lama até conseguir alcançar o asfalto. “Não tem calçada na minha rua, então a gente sai com o sapato e a barra da calça cheios de barro. Tem que trocar de roupa na hora que chega no serviço”, lamenta. 

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