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Cemitérios de trens são pesadelo


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Sorocaba - Além dos 1.008 vagões que a América Latina Logística (ALL) encontrou nos pátios das ferrovias que opera em São Paulo, há outro tanto que pertence ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

O próprio DNIT não sabe quantos vagões velhos existem em São Paulo. O órgão informou que o inventário dos bens ainda não foi concluído, mas apenas em Bauru o levantamento encontrou 633 vagões sucateados.

Sem condições de rodar, os equipamentos formam os cemitérios de trens que incomodam prefeituras e moradores das cidades onde estão.

Em Iperó (214 km de Bauru), na região de Sorocaba, o prédio da antiga estação ferroviária foi recuperado por alunos de um curso de restauração do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), mas o entorno continua como há 15 anos. Mais de 250 vagões apodrecem no pátio do que já foi um importante entroncamento ferroviário.

A linha divide a cidade em duas partes e os moradores têm de passar entre os vagões, enfrentando o risco de acidentes e assaltos. A sucata coberta pelo mato acumula água da chuva e cria o mosquito da dengue.

A Justiça do Estado mandou a ALL fazer a retirada da sucata e fixou multa de R$ 1 mil em caso de não cumprimento, mas a remoção foi suspensa pela Justiça Federal.

Em Votuporanga (272 km de Bauru), a ALL iniciou a remoção de 59 vagões, a maioria danificada por acidentes, abandonados na área urbana. As populações de Bebedouro, Bauru e Cotia também convivem com sucata ferroviária.

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