"Não deixarei que um tucano assuma de novo a Presidência" (Luiz Inácio Lula da Silva). Quem comete um impropério desses é ou não é uma ameaça à democracia? É claro, óbvio e evidente que é! Somente Fernando Gabeira é que poderia achar que não é... Com essa frase, o boquirroto homem do faz de conta está mandando às favas todo o sistema de segurança interna do "Brésil", a Procuradoria Geral da União, a Advocacia Geral da União, o Congresso Nacional, o Poder Judiciário - mais especificamente o STF e o TSE -, o Congresso Nacional (também pudera) e o próprio Executivo que ele, infelizmente, integrou como chefe da Nação e, portanto, chefe supremo das Forças Armadas que, mais que nunca, foram agora ultrajadas por... um papagaio palrador.
Por isso mesmo o jornalista Fernando Gabeira não tem nada que tentar curar com um bandeide uma amputação de braços ou de pernas, justificando sua posição com a desculpa de que "o ex-presidente queria expressar, com sua frase sobre um tucano na Presidência, que faria todo o esforço para a vitória do(PT) seu partido"(sic Estado em "Lula e nosso futuro comum", A2, 8/6). Mesmo porque a expressão "todo o esforço" pode dizer uma infinidade de providências...
Depois, convenhamos também, fazer "todo o esforço" é bem diferente de "não deixarei". É mais correto dizer que o saltimbanco quiz dizer, efetivamente, que não permitiria a assunção de qualquer que fosse o representante do PSDB à Presidência, mesmo que eleito pela vontade popular. Como fazer isso? Com um golpe de Estado? Quem pensaria ser o pretensioso para tanto? Somente elle mesmo é que poderia explicar porque "o pretensioso não percebe que é extremamente ridículo" (sic Dic.Aulete digital). Esse senhor, depois de haver se embriagado com o elixir da fama , está sendo mais perigoso cá fora que quanto enclausurado nas vísceras do poder. Alguma coisa tem que ser feita pelas autoridades competentes para barrar tanto ímpeto. O pior da história é que as autoridades competentes - como a oposição, por exemplo - não têm competência alguma.
O próprio procurador Geral da União somente passou para o lado da legalidade quando ofendido em seus brios durante as tratativas sobre os procedimentos da CPMI do "Cachoeira". E foi bem por isso que o ministro Gilmar Mendes disse com todas as letras que "tentaram primeiro com o Gurgel e como não conseguiram, tentam agora comigo. São todos uns bandidos"! Assim, o "cara" que aguarde o final do julgamento do mensalão, para se concientizar de que nós, os homens de bem deste país, é que não deixaremos por vias legais e através do voto que um petista, qualquer que seja ele, "assuma de novo a Presidência", mesmo porque todo aquele partido, a esta altura, está contaminado pelo virus comunistoide do capitalismo de Estado, à moda de Stalin, Krushev ou Brejnev. Basta de "tudo isso que está aí!"
João Guilherme Ortolan