Tribuna do Leitor

Sobre dom Aloysio


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"Muito bem, servo bom e fiel! Vem alegrar-te com o teu Senhor!" (Mt 25,21). Dom Aloysio foi para mim um amigo e pastor. Coloco o amigo antes do pastor, pois foi assim que sempre me dirigi a ele. Aprendi a amar dom Aloysio com a convivência. Um homem livre, transparente, misericordioso, autêntico, dinâmico, criativo e inovador. Homem de profundo amor pela Igreja, conectado com o mundo plural e moderno, aberto ao diálogo intra-eclesial e inter-religioso. Possuía uma fidelidade criativa, uma inquietude profícua e inovadora. Pessoa humilde, por excesso de trabalho e atividades.

Não guardava mágoas e perdoava com o coração. Era "um" conosco, apesar de ser o nosso bispo e pastor. Com ele era possível discutir questões complexas, com toda liberdade, sem medo, pois era um homem à frente de seu tempo, disponível e generoso.

Sempre encontrava tempo para acolher as inúmeras solicitações vindas do povo e da Igreja. Se consumia, aos poucos, nas inúmeras viagens e compromissos. Jamais se lamentou. Procurava ocupar todos os espaços a ele disponibilizados para evangelizar e transmitir valores e simpatia.

Nunca me cansei de agradecer a dom Aloysio por tudo o que ele fez por mim. Foi ele quem me acolheu como seminarista na Diocese de Bauru, em 1991. Um ano antes de minha ordenação sacerdotal, ainda estudante de teologia, me convidou para fazer o mestrado na Itália. Confesso que foi por insistência dele que aceitei o convite. Após concluir o mestrado, ofereci a ele o diploma e a conquista. Foi ele quem me incentivou para o doutorado, buscando financiamento no exterior para pagar grande parte das minhas despesas.

Quando estava reitor do Seminário Provincial de Filosofia, em Marília, sempre me apoiou, me visitou e incentivou a criação da Faculdade João Paulo II. Tinha sempre certeza de que podia contar com o apoio de dom Aloysio para tudo. Em síntese, quase tudo o que recebi da Igreja e conquistei devo a dom Aloysio.

Obrigado, meu amigo e pastor, por tudo o que fez por mim e que certamente continuará fazendo intercedendo junto de Deus por mim, pela Igreja e pelo nosso povo, agora no banquete da vida. Reze junto a Deus pela nossa Diocese, que o senhor tanto amou, sobretudo pelo nosso Sínodo e Jubileu. Descanse em paz, porém não deixe de trabalhar por nós, como o senhor sempre o fez, querido trabalhor incansável na vinha do Senhor e agora, certamente, na Casa do Pai.

Padre Ricci

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