Geral

Marcha da Maconha reúne cerca de 100 pessoas

Vinicius Lousada com Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 100 pessoas se reuniram na tarde de ontem, na Praça Rui Barbosa, de onde se locomoveram até o Parque Vitória Régia na ‘Marcha da Maconha’. O objetivo era ampliar as discussões em torno da descriminalização e legalização do consumo da erva. O comparecimento foi abaixo do esperado, já que 800 pessoas tinham confirmado presença pelo facebook.

A organizadora Lana Gomes, universitária de 21 anos, diz que a maconha não pode ser comparada com outras drogas, como a cocaína ou o crack. “Ela é bem menos inofensiva até mesmo que o álcool. É preciso separar”, explicou.

Já o empresário Bruno Lopes, 31 anos, defende que todos tenham o direito de fumar a maconha sem ser discriminados. “As pessoas podem tomar sua cerveja e seu whisky e nós queremos poder acender nosso baseado”, pontuou.

Ele lembra que a erva já é utilizada para fins terapêuticos e, em alguns países, sua semente serve, inclusive, para alimento de pássaros. Bruno nega que a manifestação faça apologia à maconha e admite, até mesmo, que já existe certa tolerância ao consumo da droga pela sociedade.

O técnico em turismo William da Silva, 23 anos, argumenta o caráter comercial da planta, que pode ser utilizada para a fabricação de tecidos e produtos como cadernos.

Embora não tenha participado efetivamente da marcha, o aposentado L.T.M., 62 anos, “apreciou” a chegada do movimento ao Parque Vitória Régia e fez questão de contar sua história. Segundo ele, que preferiu não se identificar por garantir ser conhecido na cidade, o uso da maconha o ajudou a abandonar o vício do álcool e do cigarro. “Eu bebia muito e consegui parar fumando maconha. Entretanto, embora acredite que a erva nunca tenha me feito mal, confesso que a vida seria melhor sem ela”, diz ele, que faz uso do entorpecente há 47 anos.

A Polícia Militar (PM) acompanhou a marcha a pedido da organização. Durante a manifestação, não houve ocorrências que prejudicassem o ato. A organização diz que orientou os participantes a não acender cigarros de maconha, o que ainda é proibido.

 

Comentários

Comentários